Casa tem rachaduras onde cabe até uma mão
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Num sábado, a dona-de-casa Maria Aparecida de Melo, 47 anos, resolveu lavar o quintal da casa onde ela mora com a mãe, a aposentada Izabel Ferreira de Melo, 69, os dois filhos e uma neta, na Rua Murilo Alvarenga, no Conjunto Vivi Xavier, Zona Norte de Londrina. Enquanto limpava o chão da garagem, Maria percebeu rachaduras, que nunca tinha visto antes, no muro em frente à porta de entrada da casa. Pediu a opinião de um dos filhos, que sugeriu a possibilidade de um cano estourado.
A família chamou a Sanepar, que prontamente foi até o local e constatou o cano quebrado. A empresa restaurou o encanamento e cobriu o buraco com pedriscos, como de costume. Mas o drama da família Melo havia apenas começado. ''Depois que eles fizeram este serviço, começaram a aparecer novas rachaduras e cada vez maiores'', reclamou Maria. Em uma das rachaduras, a maior delas, cabe uma mão, de tão grande o espaço.
Maria então reclamou com a Sanepar, que ficou de dar uma solução para o caso. ''Veio um funcionário da Defesa Civil e vistoriou os buracos'', lembrou a dona-de-casa, ressaltando que, conforme informações da companhia de água, as documentações do processo deveriam ir para Curitiba antes de qualquer procedimento de restauração. ''Agora elas vivem preocupadas se vai chover e nem dormem mais à noite'', disse a babá Cristina Kelly Rodrigues Guimarães, 31, sobrinha de Maria.
''Eu estava com o IPTU atrasado e precisei pedir um empréstimo para regularizar a situação e tentar conseguir que a Sanepar resolvesse o problema'', assinalou Izabel, que é a dona da casa. Conforme a filha dela, a mãe comprou a casa há 20 anos. ''Veja só como está o muro, caindo. Ele não era assim. O portão também não fecha mais por causa das rachaduras no chão, que também afundou'', descreveu Maria.
Segundo ela, o funcionário da Defesa Civil que vistoriou a casa sugeriu que elas escorassem a laje da garagem com madeira ''para não ter perigo de cair nas nossas cabeças''. De tão grandes, as ranhuras transpõem os muros da casa, atingindo também uma borracharia e uma residência vizinhas.
Conforme a assessoria de imprensa da Sanepar, a empresa só está aguardando a família apresentar a documentação do imóvel para enviar os papéis à Curitiba e ressarcir os danos. O processo de ressarcimento teve início em 21 de junho e a vistoria da casa foi feita pela Sanepar no dia 6 de julho. No último dia 10, a empresa pediu que a família apresentasse ainda um orçamento dos materiais que seriam utilizados na reforma, mas também não recebeu nada. Segundo Kelly, a empresa havia combinado com Izabel que iria descontar o valor gasto na obra nas parcelas da conta de água.


