Casa pega fogo e vítima acusa Copel de negligência
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de janeiro de 2001
Lúcio Flávio Moura De Londrina 
Peritos da sessão de engenharia legal do Instituto de Criminalística de Londrina devem vistoriar hoje as instalações elétricas de uma casa que pegou fogo na madrugada de domingo, no Conjunto Roseira 2, zona oeste de Londrina.
Anteontem, a cabeleireira Vera Lúcia Domingues, 42 anos, registrou queixa contra a Copel no 4º Distrito Policial. Ela acusa a estatal de ter negligenciado atendimento apõs várias denúncias de que o medidor de energia elétrica da casa estava esquentando.
O fogo começou depois de um curto-circuito na fiação da sala e atingiu os cinco cômodos da casa. O reboco e o telhado cederam. As paredes apresentam rachadura e ameaçam desabar.
Vera Lúcia alega que percebeu problemas no disjuntor (chave de segurança instalada no medidor) e entrou em contato com a Copel no ano passado. Ela assegura que um funcionário que a atendeu recomendou a troca do disjuntor. Troquei o relógio, mas continuou esquentando. Disseram que iriam verificar o problema, mas nunca apareceram, afirma.
Segundo o superintendente regional da Copel, Elsson Marco Spigolon, o serviço de atendimento ao cliente da empresa orienta para que o cliente, além de trocar o disjuntor, investigue as instalações internas no caso de superaquecimento do medidor.
Ele explicou que o aquecimento do medidor é um dispositivo para identificar problemas de sobrecarga na fiação. Spigolon também afirmou que é tecnicamente impossível que a rede da Copel leve um curto-circuito para as instalações internas.


