O casal de aposentados Almir Alves Correia e Maria Aparecida Evaristo Correia recebeu ontem, simbolicamente, as chaves da nova casa. Eles foram beneficiados pelo projeto Minha Casa, Minha Vida Rural, que, em parceria com a Companhia Habitacional de Londrina (Cohab-LD), a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e a Caixa Economia Federal, construiu 72 unidades habitacionais nos distritos de Lerroville, São Luiz, Guaravera e Guairacá.
O projeto recebeu investimentos de aproximadamente R$ 2,1 milhões pelo Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). As casas foram financiadas por R$ 28 mil, que serão pagos em quatro parcelas anuais de R$ 285 e o saldo absorvido pelo subsídio do PNHR. As famílias beneficiadas devem ter renda bruta anual de até R$ 15 mil e não devem possuir outras propriedades. As casas de quase 47 metros quadrados em alvenaria têm sala, cozinha, dois quartos, banheiro e varanda.
A casa de Maria Aparecida, em Guairacá, foi uma das últimas a serem concluídas. Ela mudou para a nova residência há dois meses. A aposentada conta que não tinha condições de reformar o imóvel em que morava. "A casa era de madeira e tinha uns 15 anos. A gente não tinha condições de construiu uma casa nova. Conseguir essa casinha foi muito bom", disse a aposentada.
No sítio, o casal produz vassoura, mas a renda é pequena e complementada pela aposentadoria que ambos recebem. "A situação no sítio está difícil, não dá para viver só da roça. Os netos já foram embora porque não tem trabalho", comentou Maria Aparecida.
Incentivar a permanência dos agricultores no campo, com melhorias na moradia, é um dos objetivos do programa. A diretora técnica da Cohab-LD, Hisae Guniji, explicou que o programa tem uma formatação diferenciada do Minha Casa, Minha Vida e critérios próprios em função das famílias terem uma renda mensal flutuante e dependente da safra.
São duas fontes de recursos, o PNHR e o Morar Bem Paraná Rural, com gestão de projeto da Cohapar. A definição das famílias beneficiadas ficou a cargo do Emater e a Cohab-LD fez a fiscalização das casas. O diretor presidente do Cohapar, Abelardo Lupion, enfatizou que este é o maior programa habitacional na área rural. No Paraná foram construídas 13 mil residências, no governo Beto Richa e 1.200 estão em construção.

Casa nova para pequenos agricultores de Londrina
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INVESTIMENTOS
O Estado aprovou a liberação de R$ 30 milhões do Fundo de Combate a Pobreza para serem aplicados nos investimentos em habitação. Ele também comentou que a Cohapar está buscando parcerias com os fundos de previdência para financiamento de imóvel e também desenvolvendo projetos de regularização fundiárias. Londrina pode receber parte desses recursos para investimentos em habitação. "Sabemos dos problemas, então precisamos mapear e fazer tudo que houve necessidade em parceria com a prefeitura", comentou Lupion. Desde 2011, a parceria entre Prefeitura, o governo do Estado e governo federal resultou na entrega de 230 moradias urbanas, 88 rurais e 39 títulos de propriedade.
O prefeito Alexandre Kireeff justificou que o deficit habitacional de Londrina é "dinâmico porque existe uma tendência nacional de que as pessoas adquiram as casas apenas através dos programas habitacionais federais e não por economias próprias e financiamentos privados." Essa tendência, de acordo com o prefeito, é resultado da renda do brasileiro, que é insuficiente para conseguir comprar um imóvel com recursos próprios.
Kireeff afirmou que, desde o início do mandato, foram entregues em torno de 800 unidades habitacionais, 1.400 estão em construções e há mais 4.500 com projetos prontos para serem lançados. Mas o município depende do programa federal para liberação de recursos. "Todos esses empreendimentos são vinculados ao Minha Casa, Minha Vida e somos totalmente dependentes do programa federal, que não está liberando recurso." A expectativa do prefeito é que a partir de março haja um incremento de recursos ao Minha Casa, Minha Vida para que sejam retomadas as obras no Jardim Flores do Campo, na zona norte, e no Jamile Dequech, na zona sul.

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