A casa do administrador de empresas Daniel Stifft, 24 anos, no Jardim Sabará, região Oeste de Londrina, foi alvejada com 16 tiros calibre 12 durante a passagem de ano. Ele e os pais Otto, 65 anos, e Iloni Stifft, 61, estavam no interior da residência na rua Cristão Cordeiro de Barros, 700, quando à meia-noite começaram a soltar rojões em comemoração à passagem do ano.
Depois de alguns segundos é que os Stifft perceberam que o barulho que ouviam não era apenas dos rojões, mas também de tiros. No momento em que dona Iloni abriu a porta para ver o que estava acontecendo um tiro atingiu o carro na garagem, passando de raspão por ela.
No total foram 16 disparos, a maioria atingiu o carro na garagem da casa. O veículo ficou com a lataria toda perfurada, o vidro traseiro estilhaçado e o estofado rasgado. Daniel Stifft afirmou que ele e os pais estavam no lado de fora da casa poucos minutos antes dos disparos. O administrador de empresas não sabe dizer porque dispararam contra sua casa.
O bairro, segundo ele, é violento e tem muitos assaltos, a ponto de vizinhos estarem se mudando do local. A dona de casa Josicleide de Lima, 41 anos, que era vizinha dos Stifft na rua Cristovão Cordeiro de Barros, mudou-se em maio de 2001 depois de sua casa ser arrombada duas vezes em apenas 15 dias.
Ela alugou o imóvel e foi morar em um apartamento. Antes de tomar a decisão de deixar sua residência, tentou alternativas para garantir sua segurança. O portão de ferro do corredor do quintal e a porta da cozinha foram substituídos por paredes de tijolo. ‘‘A casa ficou só com uma entrada, a porta da sala, mas não adiantou. O inquilino que mora lá agora também já foi assaltado’’, conta.
Outro morador da rua Cristovão Cordeiro de Barros, depois de ser assaltado várias vezes mesmo com cachorro no quintal, colocou uma cerca elétrica. Outro vizinho optou por colocar sua casa à venda. ‘‘A violência lá (no Sabará) é grande e a polícia não faz nada’’, afirma Josicleide de Lima.

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