De Curitiba
Arquitetos, alunos e profissionais dos cursos de arquitetura de Curitiba estão tentando impedir a demolição de uma construção que é considerada a segunda casa em estilo modernista do Paraná. O imóvel fica na rua Presidente Taunay, entre as ruas Vicente Machado e D. Pedro II, no Batel, e seu projeto foi elaborado em 1949 pelo arquiteto Ayrton João Cornelsen. A casa já pertenceu ao ex-governador Paulo Pimentel. Este vendeu o imóvel à construtora Gustavo Bergman, que agora pretende demoli-lo para erguer um prédio no local.
Na opinião do arquiteto Salvador Ignoato, a construtora poderá preservar o imóvel e trocar o valor do seu potencial construtivo por outro, em um local diferente, de acordo com a nova lei de zoneamento da cidade. ‘‘Se essa casa for demolida, quem vai perder é a própria cultura de Curitiba’’, lamentou Ignoato.
O interesse da comunidade para o imóvel foi despertado no final do ano passado, quando Ayrton Cornelsen apresentou-o a alunos de arquitetura reunidos em uma das sessões do Projeto Memória do Arquiteto. De lá para cá o movimento preservacionista cresceu e já conta com a elaboração de um documento encaminhado à Secretaria de Estado da Cultura e assinado pelos departamentos dos cursos de arquitetura da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), seção paranaense do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Sindicato dos Arquitetos do Estado do Paraná e Associação Paranaense de Escritórios de Arquitetura (Aspea).

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