Jaguapit㠖 Dois meses após a transferência de oito crianças e adolescentes da Casa-lar Ebenezer, extensão de Londrina, para a Casa-lar de Jaguapitã os problemas continuam. Uma diretoria provisória assumiu a entidade, mas enfrenta dificuldades para conseguir doações e para contratar um funcionário que more no local.
A intervenção na casa-lar e a transferência foram provocadas por denúncias de irregularidades, entre elas a que a extensão para Londrina não teria sido aprovada pela diretoria e que a divisão de comida era feita de forma desigual. O Ministério Público pediu o afastamento do presidente da entidade, o pastor Jonas João Rossi, e da vice, Edna França de Abreu.
Atualmente, a casa-lar assiste 14 crianças e adolescentes. ‘‘Nós enfrentamos alguns problemas porque as doações diminuíram, mas as coisas já estão voltando ao normal. Com a ajuda da comunidade vamos poder cuidar muito bem de todos’’, disse a advogada Eni Gama, uma das voluntárias.
Para contornar a falta de um funcionário que more na casa, os diretores e as voluntárias estão se revezando. A promotora Fábia Gimenez, que investigou a denúncia e pediu a transferência, explicou que estão sendo feitas entrevistas para encontrar a pessoa que melhor se adapte ao trabalho.
Segundo a promotora, todas as crianças que têm família serão reencaminhadas de volta e contarão com o acompanhamento do Conselho Tutelar. Até o final da tarde de ontem seriam encaminhadas quatro crianças. Fábia disse que as adolescentes ainda estão um pouco revoltadas com o desligamento de Edna, que cuidou da casa durante quase seis anos. ‘‘Mas são problemas próprios da adolescência, que qualquer família tem.’’

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