Casa Feliz será modelo para 28 cidades
Mauricio Della Barba
De Londrina
O programa habitacional Casa Feliz, que teve as unidades entregues ontem em Londrina, será ampliado para outras 28 cidades do Paraná. A assinatura do convênio foi feita ontem em Maringá pelo governador Jaime Lerner (PFL) e pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Emílio Humberto Carazzai Sobrinho.
Queremos acabar com os conjuntos de casas iguais no Paraná, disse Lerner, que esteve antes em Londrina e visitou o residencial. O convênio com a Caixa vai possibilitar a construção de cerca de 3.600 moradias em todo o Estado. O investimento a ser feito, estimado em R$ 57 milhões, beneficiará aproximadamente 18 mil famílias, em cidades com população acima de 48 mil habitantes.
A intenção é reproduzir o mesmo modelo iniciado em Londrina para as outras 28 cidades de grande porte do Estado, disse o secretário especial de Política Habitacional, Rafael Dely, que também esteve presente à solenidade de entrega do conjunto Moradias Cabo Frio.
Dely também confirmou a construção de mais outras 253 casas populares em Londrina. Serão 53 casas juntas ao Cabo Frio e outras 200 no Conjunto Jamile Dequech, informou. O projeto ainda está em fase de avaliação pela Caixa Econômica Federal. Dely acredita que, dentro de mais um mês, a CEF deva autorizar o financiamento.
O programa Casa Feliz tem como principal característica a diferenciação nos estilos de moradia. O complexo habitacional Moradias Cabo Frio, entregue ontem, no Parque Ouro Verde (zona norte), conta com 441 unidades, sendo 269 casas térreas, 158 apartamentos e 14 sobrados.
As moradias devem abrigar mais de 2.200 pessoas. A estimativa da Prefeitura é de que, durante a construção, 1.800 empregos diretos foram criados, além de um movimento médio de R$ 200 mil por mês na compra de materiais em lojas da cidade.
Os diferentes estilos foram possíveis graças ao sistema de autogestão, uma forma diferente de financiamento onde o repasse do dinheiro é feito de forma direta ao morador, para que ele próprio construa a sua residência. Trata-se de um programa onde a engenharia social é mais importante do que a engenharia civil, destacou o presidente da CEF, Emílio Carazzai.
Lerner visitou algumas moradias do complexo habitacional e elogiou o projeto. É um modelo para todo o País. O projeto proporciona uma integração com a cidade, a não-separação de renda entre os moradores e uma diversificação de moradia, salientou.
O recepcionista de hotel, José Carlos Nairme, que mora no Cabo Frio há cerca de uma ano, comentou: Tenho uma casa de qualidade construída do jeito que queria. Ele gastou cerca de R$ 8 mil na construção da residência. Recebi R$ 7 mil do financiamento em cinco parcelas. Gastei mais um pouco do bolso para acertar a casa.
O recepcionista, que mora com a mulher e mais dois filhos na nova casa, paga atualmente R$ 90,00 mensais. O prazo de financiamento é de 240 meses, ou 20 anos.
Em Maringá, antes da assinatura do novo convênio com a CEF, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Maringá (Setcamar) entregou um documento pedindo ao governador mais segurança nas estradas. Este ano o prejuízo das empresas no Brasil já é de R$ 400 milhões, pelo menos R$ 100 milhões das transportadoras do Paraná, disse o presidente da entidade, Reinaldo Gabriel Neto. Segundo ele, nos últimos 40 dias cinco caminhões de empresas de Maringá foram roubados. Queremos mais segurança porque não temos mais como trabalhar. (Colaborou Marcos Zanatta)Secretaria Especial de Política Habitacional quer reproduzir modelo iniciado em Londrina em localidades de grande porte
Fotos: Josoé de CarvalhoINAUGURAÇÃOO governador Jaime Lerner participou, ontem em Londrina, da entrega de unidades do programa Casa Feliz: Queremos acabar com os conjuntos de casas iguais no Paraná, disse; ao lado a família do recepcionista de hotel, José Carlos Nairme: Tenho uma casa de qualidade construída do jeito que queria





