Da Redação

Casas diferentes umas das outras e com qualidadeO Programa Casa Feliz, da Cohapar, acaba de alcançar a marca de 12 mil moradias construídas por autogestão em todo o Estado, nos últimos dois anos. Desse total, 5.226 casas foram concluídas e entregues no prazo médio de 120 dias, a um custo 30% menor em relação aos programas tradicionais. No Casa Feliz cada família tem o direito de fazer sua casa de acordo com seus desejos e administrar a obra. O resultado é que, a partir de um módulo básico de 44,5 metros quadrados, cada casa é um caso e uma é diferente da outra. Na fachada, na posição sobre o terreno, na planta, no acabamento. O governo do Estado financia R$ 4,5 mil, pagos em 25 anos e em prestações de no máximo 20% da renda familiar. Pode participar quem ganha até três salários mínimos.
DivulgaçãoNa autogestão cada família faz a casa como quer
‘‘O governo do Paraná está exercitando a confiança na natureza humana. Como é atávica no ser humano, a moradia povoa corações e mentes das pessoas, que têm idéias e gostos pessoais para sua casa. Na visão humanista do governador, o ser humano deve vir em primeiro lugar nas ações do governo’’, explica o secretário da Habitação e presidente da Cohapar, Rafael Dely.
Foi assim, por exemplo, que Arlindo Oliveira, de Campina Grande do Sul, José Pizatto, de Goioerê, e Idalina Souza, de Peabiru, tornaram real um sonho que eles tinham há muito tempo. E que só levou 60 dias para virar concreto, tijolo e telhado. No Casa Feliz, cada família participa por sorteio e tem o direito de escolher em primeiro lugar o seu lote. Em seguida escolhe o material que preferir, compra-o onde quiser e contrata a mão de obra que precisar.
DivulgaçãoO programa tem a vantagem de criar empregos e renda nas cidades
‘‘Este sistema, de autogestão, está liquidando com o antigo cenário de casas populares padronizadas e monótonas. As novas áreas residenciais reúnem casas de diferentes aspectos físicos, mantendo também moradores com diversidade de rendas. É uma lição de bairro, que cria uma troca cultural e uma coesão social muito grande’’, afirma Rafael Dely.
DivulgaçãoConjunto popular no estilo antigo: tudo igual e massificado
‘‘Casas populares não ficam mais caras se estiverem dentro da cidade’’, continua Dely. ‘‘Também não custam mais se forem feitas de acordo com o gosto de cada um, todas diferentes umas das outras. Elas não precisam ficar distantes e isoladas das cidades. Elas podem e devem formar bairros naturais, integradas à cidade. Seus moradores não precisam ter todos a mesma renda, os mesmos problemas, os mesmos sonhos, a mesma cultura. Tudo pode ser misturado como sempre foram os bairros das cidades, em todos os tempos e em todos os lugares. O que faz a história das cidades é exatamente essa riqueza nas trocas sócio-culturais’’, aponta Rafael Dely.

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