Casa do estudante precisa de reforma
A falta de dinheiro é o principal problema dos administradores das duas maiores casas de estudantes universitários de Curitiba - Casa do Estudante Universitário do Paraná (CEU) e Casa da Estudante Universitária de Curitiba (Ceuc). Apesar das contribuições mensais de seus moradores, os recursos arrecadados mantêm o básico, que são o pagamento de luz e água ou troca de lâmpadas e chuveiros queimados. O que se arrecada serve apenas para sustentar a casa, mas não permite realizar melhorias, informa Miriam Toshiko Sewo, presidente do Conselho Fiscal e Deliberativo da Casa da Estudante Universitária de Curitiba (Ceuc).
Atualmente as duas casas estão em estado lastimável. Com goteiras e falhas nos sistemas hidraúlico e elétrico, a única solução é realizar reformas - que são apenas remendos, na verdade. Por enquanto, a sorte tem estado ao nosso lado, evitando que ocorram acidentes graves por causa da estrutura precária, diz Cido Feilstrecker Júnior, diretor da CEUC. Se hoje fosse realizada uma reforma nas duas casas, seria preciso investir R$ 2 milhões.
Mirian Sewo diz que para recuperar os 108 apartamentos e dois andares de estudo e lazer, a Ceuc precisaria gastar R$ 500 mil. A Universidade Federal do Paraná concedeu R$ 100 mil para iniciar a realização das reformas necessárias, mas isso dá apenas para o começo, comenta Mirian. Segundo ela, se a casa fosse usar recursos próprios para a recuperação do imóvel, precisaria de mais 20 anos para juntar os R$ 400 mil que faltam. Atualmente, a receita anual é de cerca de R$ 20 mil, arrecadados com a cobrança da mensalidade de R$ 15,00 por moradora.
Cido conta que na Casa do Estudante Universitário (CEU), o conselho administrativo estima que seria necessário um investimento de R$ 1,5 milhão para a reforma do estabelecimento. Há anos, os diretores da CEU estão lutando para conseguir que alguma entidade ou os antigos moradores da casa ajudem de alguma forma, afirma. Para manter o local, que oferece ainda um café-da-manhã, cada um dos 368 moradores paga mensalmente R$ 40,00, gerando uma arrecadação de quase R$ 17 mil. Desse dinheiro, R$ 9 mil são gastos com o salário e encargos sociais dos 20 funcionários; R$ 6 mil em água, luz e telefone e o que sobra é para comprar materiais de limpeza e de reparo, diz. (I.R.)





