Casa do Estudante está condenada
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segunda-feira, 23 de agosto de 2004
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Residindo em um prédio que não oferece mais condições de moradia, os 72 alunos da Casa do Estudante da Universidade Estadual de Londrina (Ceuel) aguardam uma decisão da pró-reitoria de Administração e Finanças da UEL para a locação de um novo prédio em caráter emergencial. A construção da nova moradia, no campus da universidade, já tem projeto e orçamento, mas ninguém sabe informar valores ou prazos, bem como datas para a definação da locação.
O prédio atual, localizado na Avenida Juscelino Kubitschek (Área Central), apresenta problemas elétricos e de fundação e, segundo o assessor de gabinete da reitoria da UEL, professor José Antônio Pimenta, já foi condenado por uma perícia técnica realizada no início do ano. ''Ele não oferece mais condições para continuar funcionando. Os próprios moradores já nos procuraram para pedir providências'', disse.
A administração do local é de responsabilidade da organização não governamental (ONG) Ceuel, que também pretende entregar a gestão do prédio à universidade. ''Temos muitos problemas administrativos e parte dos alunos não colabora com a organização do local'', contou Larissa Pereira, estudante do 1º ano de Matemática e integrante da direção da Ong.
De acordo com Larissa, os maiores problemas da Casa do Estudantes são de ordem elétrica. ''Há dois meses, começamos a ter problemas com o disjuntor, que desligava toda a energia da casa. Ele começou a faiscar e precisamos chamar um eletricista por conta própria, para evitar incêndios'', disse a estudante.
Ainda segundo a diretora, uma das exigências da ONG para a locação de um prédio foi de que todos os atuais moradores pudessem ser abrigados em um único local. ''Temos medo de que uma decisão política nos tire o direito à moradia, e acreditamos que ficando juntos isso seria mais difícil'', contou. O receio quanto a uma possível perda de direitos também foi usado pela direção da ONG como justificativa para recusar uma proposta de bolsa-moradia, oferecida pela Universidade como alternativa até a construção do novo prédio.
Pimenta informou que a decisão de alugar um novo local para os estudantes foi tomada há uma semana. ''Achamos que isso vai ser melhor para o orçamento da Prefeitura da UEL, que vem bancando pequenas reformas e manutenção há tempos'', disse. O prefeito do campus, Laerte Matias, não soube informar o montante gasto com a manutenção do prédio, nem a idade dele. ''Só sabemos que os alunos realmente precisam ser retirados de lá'', destacou Matias.
A locação de um novo prédio, a cargo da pró-reitoria de administração e finanças, está em fase inicial. ''Ainda estamos observando alguns locais e já avaliamos cinco prédios, mas não há nada definido'', afirmou Kosei Tamaiosi, diretor administrativo da pró-reitoria. ''Todos eles exigem adaptações. Por isso, a palavra final sobre a locação será dada pela reitora (Lygia Pupatto)'', explicou.


