Casa de repouso é interditada pela Vigilância
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quinta-feira, 18 de setembro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A Vigilância Sanitária, órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde, instaurou um processo de interditação da Casa de Repouso Campo Livre, localizada na zona oeste de Londrina. A medida foi tomada depois que uma vistoria no local constatou deficiências sanitárias e higiênicas. Na data da notificação, 27 de agosto, 14 idosos estavam internados na instituição que foram encaminhados de volta às respectivas famílias.
A Vigilância Sanitária recebeu denúncias anônimas contra a casa de repouso depois que familiares da paciente Josefina Sanches, de 84 anos, registraram boletim de ocorrência para que fosse apurada as circunstâncias da morte da idosa, ocorrida no dia 20 de agosto. A família pediu a abertura de inquérito policial para determinar se teria havido espancamento ou se Josefina tinha realmente sofrido uma queda, como alegou a direção da clínica. O inquérito está na fase de depoimentos das testemunhas.
De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária, Marcelo Viana de Castro, a vistoria constatou que as instalações físicas da clínica eram satisfatórias, mas os procedimentos de rotina careciam de condições sanitárias e de higiene. Numa das visitas feitas, Castro disse que a Vigilância se deparou com a falta de água por falta de pagamento.
A diretora de atendimento da Secretaria Municipal do Idoso, Genilda Pozzeti Stábile, apontou que as duas proprietárias da casa de repouso, Maria Helena Ferreira e Helenice Alves Santos, já tiveram outras duas clínicas fechadas por denúncias de maus tratos. Assim que as proprietárias foram notificadas pela Vigilância, a Secretaria contatou os familiares dos 14 pacientes para promover o retorno às suas famílias.
A Folha foi até a clínica mas as proprietárias preferiram não dar declarações. Helenice atendeu a reportagem e disse apenas que a clínica havia encerrado as atividades no dia 12 de setembro. O advogado das proprietárias, Reinaldo Alves, garantiu que a casa foi fechada ''há vários dias'' e que não haviam mais pacientes no local. Quanto às outras duas clínicas anteriores citadas pela Secretaria Municipal do Idoso, o advogado declarou ter conhecimento apenas de uma. ''Elas compraram uma casa de um enfermeiro e só depois souberam que já existiam problemas e decidiram fechar. Elas compraram mas foram enganadas'', comentou.


