Foi inaugurada nesta terça-feira (23/10), ao lado do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), a casa do pioneiro japonês Masato Hirazawa, construída em 1952, na Rua Anita Garibaldi, 65, no Centro de Londrina. Com 78 metros quadrados e toda em peroba-rosa, a casa foi doada à UEL em 2008, e vai abrigar o Laboratório de Paisagem do CTU.

A reitora em exercício, Berenice Quinzani Jordão, destacou a importância da doação para a Instituição. "É um patrimônio inestimável que possui um valor cultural fundamental para Londrina e região", disse. Segundo ela, a casa conta a história e, ao mesmo tempo, preserva a memória viva de Londrina em um período significativo que marcou a região. Berenice também ressaltou que a inauguração do espaço faz parte das atividades comemorativas dos 41 anos de criação da Universidade Estadual de Londrina.

O objetivo do Laboratório de Paisagem é estudar a paisagem cultural do Paraná, entendida como a relação do homem com o espaço e a natureza. O espaço será utilizado por estudantes da graduação e pós-graduação dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil e Geografia da UEL.

Além do pioneiro Masato Hirazawa, 92 anos, também participaram da cerimônia de inauguração do Laboratório de Paisagem, os filhos dele, Roberto Hirazawa, Eliane e Maria Hirazawa, que nasceram e cresceram na antiga casa.

A família Hirazawa viveu na casa durante quase 60 anos, mas a residência está em bom estado, e é uma das poucas remanescentes na cidade. A construção foi montada na mesma posição em que estava no local. Segundo o professor Humberto Yamaki, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, e coordenador do laboratório, a casa da família Hirazawa é remanesceste da chácara Agari, que ficava no quadrilátero central da cidade.

"O laboratório está aberto a todos. E, portanto, agradeço a doação da casa que estará sempre aberta para a família Hirazawa", disse o professor. Yamaki conta que o processo de reconstrução da casa começou há pelo menos três anos. "Foi preciso muita paciência e trabalho para a reconstrução", completou. Móveis antigos da família também foram doados e estão distribuídos pelos cômodos da casa.

O telhado e as paredes dos lados norte e oeste receberam proteção térmica, ou seja, uma submanta de cobertura em alumínio. Já as paredes flexíveis colocadas no interior permitem usos variados dos cômodos. O resultado é um ambiente amplo e funcional. O piso da varanda é todo em vermelhão, uma característica das casas dos anos 1950.

Também foi replantada, perto da casa, uma jabuticabeira de 70 anos, que ficava no terreno em que a casa estava. A árvore ocupa a mesma posição de antes. Yamaki lembra que a árvore aparece em um aerofoto de Londrina do ano de 1949. A reconstrução da residência foi feita por servidores da Prefeitura do Campus Universitário (PCU), com apoio técnico de professores do CTU e coordenação do professor Humberto Yamaki.

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