Londrina - A Secretaria Municipal de Assistência Social pretende dar início aos atendimentos na Casa de Passagem em março. Devem ser criadas mais 14 vagas para abrigar moradores em situação de rua na zona leste de Londrina. Esta foi uma das melhorias listadas pela prefeitura durante o 2º Fórum de Discussão sobre Políticas Públicas para a População em Situação de Rua, realizado ontem, em Londrina.
O encontro promovido pelo Movimento Nacional da População de Rua debateu os principais problemas enfrentados por essa população. O coordenador em Londrina, Leonardo Aparecido Gomes, comentou que é preciso entender que os moradores de rua também devem ter os direitos básicos atendidos. "Morador de rua não é lixo. Ele é um ser humano como os outros", ressaltou Gomes, que vivenciou esta realidade entre os 12 e os 28 anos.
O coordenador do movimento na Região Metropolitana de Curitiba, Edson Luiz de Souza, reforçou que a prefeitura precisa assinar o quanto antes o decreto federal 7.053/2009, que institui a Política Nacional para a População em Situação de Rua, garantindo ações integradas de assistência. Ele também ressaltou que é necessário desmistificar a visão de que apenas os moradores de rua têm envolvimento com drogas.
Londrina possui quatro abrigos para realizar os atendimentos - Serviço de Obras Sociais (SOS), Casa do Bom Samaritano, Pão da Vida e Casa do Caminho, que oferecem 148 vagas. No entanto, o município estima que 300 pessoas vivam nas ruas e abrigos. A secretária municipal de Assistência Social, Télcia Lamônica de Oliveira, comentou que várias reuniões estão sendo realizadas para estabelecer um planejamento integrado entre as secretarias de Educação, Saúde e Defesa Social.
"Temos várias ações em andamento e já conseguimos algumas conquistas. Um comitê foi instituído para elaborar as ações integradas do programa Crack, é possível vencer. Também há uma reorganização do setor para melhorar os serviços, mas ainda temos muito trabalho a ser desenvolvido", reforçou Télcia.
Em janeiro, 541 atendimentos foram feitos por meio do Centro POP – Serviço Especializado para Pessoas de Rua. As equipes também abordaram 254 pessoas. "Um convênio com o governo federal também viabilizou a construção da nova sede do Centro Pop. O município vai definir o terreno e entrar com uma contrapartida de R$ 300 mil", explicou a secretária. As obras devem começar ainda neste ano.

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