A inauguração da Casa de Custódia de Londrina (CCL), em 21 de novembro do ano passado, foi marcada pelo protesto dos servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que reivindicavam em greve melhores salários. Para evitar problemas, o governador Jaime Lerner (PFL) seguiu de helicóptero até a unidade e descerrou a placa de inauguração. Até o prefeito Nedson Micheleti (PT) foi barrado em um bloqueio feito pela Polícia Militar alguns quilômetros antes da entrada do novo prédio. Ontem, a Casa de Custódia, que abriga 320 presos provisórios, completou um ano sob um clima bem mais tranquilo.
Para o diretor da cadeia, major Edison Marcos Tomás, a CCL cumpre hoje o seu papel, que é o de amenizar a superlotação nos distritos policiais. Os distritos continuam com suas celas cheias, mas a situação carcerária no município pôde ser melhor administrada após a inauguração da Casa de Custódia.
Tomás considera ainda que uma tentativa de fuga individual frustrada e a fuga de quatro detentos, registradas respectivamente nos meses de janeiro e março, demonstraram que a unidade precisava melhorar a segurança interna. ''Havia deficiências na estrutura de contenção que foram resolvidas'', comenta. Dos quatro que conseguiram fugir, dois foram recapturados, um teria morrido e outro continua foragido. Neste primeiro ano, foram aplicadas 285 sanções disciplinares, sendo 107 por infrações graves, 55 médias e 123 leves.
Tomás também avalia que a unidade prisional terceirizada tem vantagens em relação às prisões administradas pelo poder público. ''Nas unidades terceirizadas o preso tem tratamento diferenciado, ele é tratado com mais dignidade'', apontou. Ele exemplificou que os presos têm tratamento médico, odontológico, psicológico, social e jurídico. Além disso, também podem participar em um dos quatro canteiros de trabalho que funcionam na CCL. Os que trabalham têm direito à redução de pena.

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