Casa de Custódia ainda não está ligada à rede de esgoto
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de novembro de 2001
Ana Paula Nascimento<br> De Londrina 
A Casa de Custódia de Londrina, inaugurada na semana passada, depois de quase cinco anos de obras, está enfrentando problemas nas instalações de água e esgoto. Desde sábado, a cadeia está sendo abastecida por caminhões-pipas e um caminhão autofossa está fazendo a retirada dos dejetos sanitários que estão sendo depositados em uma estação de tratamento de esgoto da Sanepar.
Segundo o gerente de Operações da Sanepar, Nelson Okano, a cadeia ainda não está ligada à rede de esgoto, devido a trâmites legais de desapropriação de terrenos que ficam próximos à Casa de Custódia. ''São praticamente três quilômetros de rede, e em dois trechos, de proprietários diferentes, tivemos problemas na desapropriação. Na semana passada, uma liminar liberou a utilização de um dos terrenos, e estamos aguardando a liberação da outra área'', explicou o gerente.
Okano também informou que a Secretaria da Segurança Pública do Estado estava ciente da não conclusão das instalações de esgoto e que não saberia responder a causa da cadeia ter sido inaugurada antes da finalização de um serviço tão essencial para o bom funcionamento das instalações.
Quanto ao abastecimento de água, ontem funcionários da Sanepar trocaram os canos da instalação para permitir maior volume de água na caixa d'água instalada na cadeia, que tem volume aproximado de 85 mil litros. A expectativa é que hoje o abastecimento esteja normalizado. Os canos, antes de diâmetro de 15 milímetros, foram substituídos por canos de 50 mm. ''Fizemos a instalação de acordo com o projeto, que previa uma vasão de 37 mil litros, mas a demanda está sendo muito maior do que o previsto'', destacou.
O diretor da Casa de Custódia, Odi Pacheco Ribeiral, disse ontem que não sabia que a conclusão da rede de esgoto estava na dependência da liberação de terrenos que ficam próximos à cadeia. Para amenizar a dificuldade, Ribeiral também informou que haverá horários alternados de banhos dos detentos. Isso evitaria o gasto excessivo de água. Até ontem o número de detentos chegava a 293, sendo que, segundo o delegado, a capacidade máxima, ''para a tranquilidade dos trabalhos e conforto dos detentos'' é de 320 pessoas.


