Depois de quase seis anos de atendimento ininterrupto a portadores de câncer e seus acompanhantes, a Casa de Apoio Madre Leônia está precisando da ajuda da comunidade para continuar com as atividades. Com uma receita mensal que não chega a R$ 4 mil para fazer frente a despesas em torno dos R$ 6 mil, a entidade pede doações de roupas e sapatos para abastecer seu bazar beneficente. Segundo a coordenadora da Casa de Apoio, irmã Maria Giella, o bazar é hoje a maior fonte de renda da entidade. ''Com ele, conseguimos pelo menos suprir parte do orçamento mensal'', explica. O restante vêm de doações esporádicas e promoções. A próxima será no dia 3 de setembro, no Clube da Costela, a partir das 19 horas.
As dificuldades ficaram maiores depois que a Prefeitura de Londrina cortou em quase dois terços o valor do repasse mensal que fazia à Casa de Apoio. Segundo a coordenadora, como o público atendido pela entidade é formado por pessoas de fora de Londrina, a Prefeitura não pode mais continuar ajudando. ''Mesmo assim, ainda nos ajuda um pouco, com cerca de R$ 400. Infelizmente, não é suficiente'', disse. Segundo ela, a entidade está tentando sensibilizar os municípios da região, em busca de apoio financeiro. ''Atendemos pessoas de 56 cidades e vamos tentar continuar buscando ajuda nesses municípios. Mas está difícil'', diz.
A Casa Apoio Madre Leônia foi criada para atender as pessoas que buscam tratamento de câncer em Londrina e não têm onde ficar, assim como seus acompanhantes. ''O Hospital do Câncer, por exemplo, oferece abrigo aos pacientes de fora mas não aos acompanhantes. E, muitas vezes, o doente está tão mal que não pode se deslocar sozinho. É aí que entramos'', explica. O trabalho começou há 16 anos, no Instituto Pio XII, mantido pela Congregação das Missionárias Claretianas. ''As pessoas buscavam abrigo ali, mas as instalações não era adequadas. Com ajuda do Rotary Clube, construímos a sede'', conta.
Hoje, o local tem capacidade para atender 42 pessoas, com cama e refeições, além de atendimento psicológico e terapêutico. Também oferece transporte se houver dificuldade de locomoção.
Além de doações para o bazar, a entidade também está aceitando tinta e material de construção. Quem quiser doar algo pode entrar em contato pelo telefone (43) 3342-2995. O endereço é Rua Coração de Maria, 100, Jardim Petrópolis (Área Central). Depósitos em dinheiro podem ser feitos na agência 3712, conta 04329-2, do Banco Itaú.

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