Casa da Memória irá resgatar história e vida de Madre Leônia
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terça-feira, 23 de abril de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
Depois de nos ter criado, o Senhor nos transformou em amigos. Esta frase era uma das preferidas de madre Leônia Milito, italiana de nascimento, fundadora da Congregação das Missionárias de Santo Antonio Maria Claret, em Londrina, em março de 1958, juntamento com dom Geraldo Fernandes.
A religiosa, que dedicou a vida à cuidar dos pobres mais pobres e à evangelização, terá sua história de vida e luta revitalizada com a criação da Casa da Memória Madre Leônia. Ontem pela manhã, na presença de mais de 150 convidados, foi lançado oficialmente o projeto de restauração da casa onde madre Leônia viveu desde o final da década de 50 até o dia 22 de julho de 1980, quando faleceu aos 67 anos, vítima de um acidente automobilístico em Cambé. A religiosa, que já é considerada uma Serva do Senhor (título concedido à pessoa que tem fama de santidade e sobre a qual não pesa nenhum fato desabonador), está com seu processo de canonização sendo apurado desde setembro de 1998.
A atual superiora geral da Congregação das Missionárias de Santo Antonio Maria Claret, irmã Ana Bruscato, disse que optou em fazer uma casa de memória porque essa denominação dá o tom dinâmico que a congregação possui, hoje presente em oito estados brasileiros e mais 14 países nos cinco continentes.
A Casa, como contou irmã Ana, servirá como mais uma propagadora dos princípios difundidos por Madre Leônia. Os visitantes poderão ver o modo de vida simples da religiosa, seus objetos pessoais, fotografias e sua obra. Dom Geraldo também será lembrado em uma sala particular. A intenção da Congregação é deixar tudo pronto até o final deste ano. O projeto, orçado em cerca de R$ 200 mil, foi idealizado por um grupo de mulheres devotas de madre Leônia e acompanhado pela museológa da Universidade de São Paulo (USP), Cristina Bruno.


