Curitiba - As carceragens de oito distritos policiais de Curitiba começarão a ser desativadas a partir da próxima quarta-feira, quando será inaugurada a Casa de Custódia de Curitiba. Com capacidade para 450 presos provisórios, isso é, ainda não julgados, a nova prisão vai devolver 80 investigadores da Polícia Civil, que estavam cuidando de presos, para sua função original.
O secretário estadual de Segurança Pública, José Tavares, diz que cinco distritos continuarão abrigando 220 presos restantes, mas a idéia é acabar com todas as carceragens nas delegacias no futuro. Na Casa de Custódia, que levou seis meses para ser construída e custou cerca de R$ 8,8 milhões, os 150 funcionários que cuidarão da disciplina e segurança interna e externa serão terceirizados.
O Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap), mesma empresa que cuida do presídio industrial em Guarapuava, foi contratado para o serviço. Apenas o diretor da Casa de Custódia, coronel Justino Sampaio, seu vice e o chefe de serviço farão parte dos quadros do Estado.
A Casa de Custódia foi construída nos moldes da que foi inaugurada recentemente em Foz do Iguaçu, toda informatizada para ter mais segurança e menos mão-de-obra. A primeira carceragem a ser desativada será a da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da Vila Isabel, onde estão cerca de 100 presos e há anos a comunidade vem pedindo a desativação.
Os cinco distritos que continuarão abrigando presos serão o 3º DP, nas Mercês, o 8º que fica no Portão, o 9º, em Santa Quitéria, o 11º que fica na Cidade Industrial e o 12º, de Santa Felicidade. Nos demais distritos, os presos só poderão ficar enquanto estiver em andamento o inquérito de flagrante, que dura no máximo 10 dias. A Casa de Custódia será o oitavo presídio construído pelo governo Jaime Lerner e, segundo Tavares, mais dois deverão ser entregues até o final do ano. Serão duas prisões industriais, no regime semi-aberto, em Ponta Grossa e em Maringá.

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