Casa agrada mutuário; preço assusta
PROJETO-PILOTO Casa agrada mutuário; preço assusta Moradias construídas com fibrocimento em 1997 são testadas e aprovadas por famílias. Mas elas temem valor do financiamento Mário CesarLOLIANE ANDRIANA casa é boa, não temos do que reclamarMário CesarNIVALDO DE OLIVEIRANão dá para pagar o que eles cobramA reunião dos moradores ontem à tarde na Cohab, que deve reunir sua diretoria para a busca de uma solução Lucilia Okamura De Londrina Moradores de 10 casas populares construídas com fibrocimento no Conjunto Ilda Mandarino, na zona norte de Londrina, procuraram a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) ontem para tentar resolver um impasse: a compra das unidades. Pagando uma espécie de aluguel por dois anos, agora eles têm a opção de adquirir as casas, mas acham muito alto o valor das prestações. A diretoria da Cohab deve se reunir nos próximos dias para discutir o assunto e tentar encontrar uma solução. A construção de casas de fibrocimento fez parte de um projeto-piloto que envolveu a Cohab e uma empresa de Guarapuava. Os moradores todos eles estavam na lista de espera da Cohab estão ocupando as casas, de cerca de 50 metros quadrados, desde o dia 1º de março de 1997. Explicaram na época que iríamos participar de uma experiência, isto é, ficaríamos morando dois anos para ver se a casa era boa, contou a telefonista Loliane Rubia Andrian, que reside na casa com o marido e os sogros. A casa é boa, não temos do que reclamar, disse a telefonista. Segundo ela, o valor da permissão de uso (uma espécie de aluguel) que os moradores vem pagando mensalmente varia de R$ 59,00 a R$ 86,00. Recentemente começaram as negociações para que os moradores adquiram as unidades. Segundo a diretoria executiva da Cohab, a maioria das casas custa, à vista, R$ 9.500,00. Duas casas de esquina estão avaliadas em R$ 16.500,00 e R$ 17.300,00. Mo caso de Loliane Andrian, a proposta oferecida pela Cohab é de pagar prestações de R$ 138,00 por 20 anos a juros de 10% ao ano. Fiz as contas e, no final, vamos estar pagando mais de R$ 500,00 de prestação, o que é inviável, reclamou. Quem também se queixa das condições colocadas pelo Cohab é o mensageiro Nivaldo de Oliveira. Eu estou achando tudo errado, não dá para pagar o que eles cobram, afirmou. Casado e com uma filha de dois anos, ele disse que ganha R$ 240,00 por mês e paga atualmente R$ 86,00 de taxa de permissão de uso. O diretor-executivo da Cohab Agnaldo José da Rosa, que recebeu o grupo de moradores, disse não ter condições de reduzir o valor da prestação. Eu não posso vender para vocês abaixo do valor real de mercado, afirmou. Segundo ele, a direção da companhia deve se reunir nos próximos dias para discutir a possibilidade de reduzir a taxa de juros de 10% para 8%. Outra proposta que será discutida é de incluir os moradores caso não aceitem adquirir a casa no projeto Renascer. Segundo Agnaldo da Rosa, a Cohab não está criando dificuldades e tem oferecido algumas opções: quitação à vista podendo usar o Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS) e financiamento em 10 e 20 anos. Os moradores disseram que vão tentar chegar a um acordo com a diretoria da Cohab. Se não conseguirem, eles não descartam a possibilidade de recorrer à Justiça.





