Carvão, marca do desenvolvimento
A exploração do carvão mineral onde é hoje o Parque da Mina Velha começou em 1916, dando origem ao povoado de Barra Bonita, mais tarde a cidade de Ibaiti (''água-da-pedra''), assim denominada ao ser criado o município, em 1947. Consta em histórico que, para orientar a exploração, o antigo proprietário da área, Eduvirges Carneiro, contratou o especialista Pedro Pinheiro, que morava em Castro, sul do Estado, de onde trouxe algumas famílias. Difícil era levar o carvão em carros de boi, por 70 quilômetros de estradas precárias, até a estação de trem em Calógeras.
Teria sido por volta de 1920 que Eduvirges Carneiro vendeu as minas de carvão. Comprador: o português Albino Souza Cruz, que havia fundado, em 1903, a primeira indústria de cigarros no Brasil. Por influência do industrial, o Governo Federal mandou construir um ramal ferroviário que, partindo de Wenceslau Braz, atingiu Barra Bonita por volta de 1925, impulsionando a exploração do carvão e o crescimento populacional no lugar.
Numa publicação sobre a Companhia Souza Cruz, não consta o envolvimento de seu fundador na mineração, mas o português Antônio Ferreira Filho contou, na década de 80, que foi mesmo o seu ''padrinho Albino'' quem comprou a mina em Barra Bonita. O carvão era pouco e a mina se exauriu nos primeiros anos 40, quando começou a extração em Figueira, a maior jazida da região, que prossegue até hoje.
Personagem da história, Antônio Ferreira Filho chegou a Barra Bonita em 1922 e trabalhou na mina até 1926. Nesse ano abriu armazém de secos e molhados, ramo em que permaneceria até morrer.(W.S.)





