São Paulo - Sem chuva, mas com sete minutos de atraso, a Imperador do Ipiranga abriu ontem o desfile do Grupo Especial das escolas de samba de São Paulo. Com um samba-enredo sobre o aço e a siderurgia brasileira, a agremiação da zona sul entrou no sambódromo com o carro abre-alas trazendo um vulcão que soltava fumaça. Em volta, a comissão de frente era formada por homens das cavernas fazendo acrobacias.
A estreante no Grupo Especial enfrentou o peso de ser a primeira escola a desfilar e não conseguiu empolgar as arquibancadas no início. Mas cerca de 15 minutos depois, com a entrada da bateria, o público estimado pela Polícia Militar em 28 mil pessoas (a capacidade total do sambódromo é de 30 mil) esquentou um pouco. Destaque para o sucesso do primeiro carro alegórico, uma esfinge cercada de gordinhos.
''Meu pai está desfilando na Imperador, por isso estou torcendo por ela'', disse Raísa Araújo, de 14 anos, que cantava de cor o samba-enredo ao lado das amigas num camarote. Pela primeira vez no sambódromo a estudante Larissa Rodrigues, de 22 anos, estava impressionada: ''É muito diferente de ver na TV. É emocionante demais.''
O prefeito Gilberto Kassab (PFL) chegou ao sambódromo pouco antes do início do desfile e foi vaiado ao ter a presença anunciada. Kassab não quis comentar a manifestação. Preferiu exaltar a festa paulistana. ''A cidade de São Paulo está, cada vez mais, fazendo um carnaval que se iguala ao do Rio.
A X-9 entrou na avenida às 0h30, com um enredo sobre cores e tintas. A comissão de frente tinha bailarinas evoluindo na ponta do pé. (Colaboraram: Bruno Paes Manso e Gilberto Amendola)

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