Cartilha foca na segurança em bancos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina - Quais medidas de segurança você toma em uma agência bancária? Esse é um questionamento que os dirigentes dos sindicatos de Bancários e de Vigilantes de Londrina e região têm feito diante da onda de violência que vem atingindo os bancos.
Uma pesquisa elaborada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) divulgada no final de janeiro, aponta que ano passado houve um aumento de 14% nas mortes em relação a 2012, ou seja, um total de 65 mortes.
De acordo com o levantamento feito com base em notícias da imprensa e apoio técnico do Dieese, as principais ocorrências no País foram a "saidinha de banco" (49%), que resultou em 32 mortes, o assalto a correspondentes bancários (22%) com 14 mortes, e o assalto a agências (12%) com oito vítimas.
Além disso, a pesquisa revela mortes em assaltos a caixas eletrônicos, abastecimento de caixas eletrônicos e assaltos a Postos de Atendimento Bancário (PABs). Ao analisar os dados, o presidente do Sindicato dos Bancários, Wanderley Crivellari, ressalta que as maiores vítimas são os clientes (55%), seguidos de vigilantes, transeuntes, policiais e bancários.
"Os bancos gastam menos de 5% do montante dos lucros, em segurança. Na área de nossa abrangência, que integra Londrina e outros 26 municípios, só neste ano foram registrados dois assaltos, uma tentativa incluindo um refém e três explosões a caixas eletrônicos", contabiliza.
Diante dos dados preocupantes, a categoria iniciou ontem de manhã, no Calçadão de Londrina, uma ação para alertar a população. "Estamos distribuindo um guia de segurança bancária com dicas para as pessoas não se exporem a situações de risco", explica Crivellari, que estuda ampliar a iniciativa em cidades vizinhas.
Equipamentos
De forma didática, o Guia traz informações sobre como as pessoas devem agir ao utilizar os caixas eletrônicos e os cuidados na hora de realizar operações bancárias. Para os bancários e vigilantes, também há dicas de prevenção, além das propostas da categoria no que se refere à segurança.
"Nossa luta é principalmente pela colocação de vidros blindados, instalação de porta com detector de metais também em agências menores, escudos para todos os vigilantes e ampliação do número destes funcionários", comenta Orlando Luiz de Freitas, presidente do Sindicato de Vigilantes de Londrina e região, que abrange 96 municípios.
A cozinheira Maria Aparecida dos Santos afirma que as agências bancárias não são locais seguros e defende uma maior presença de vigilantes. "Nos últimos tempos tem tido muitos assaltos, roubos. Nunca é demais estar preparado", diz.
Com o guia em mãos, o caseiro Sérgio Silva aprovou a iniciativa e afirma ter aprendido algumas lições, como estar acompanhado quando for retirar dinheiro. "São detalhes importantes que no dia a dia a gente esquece", declara.
Londrina possui 78 agências e 9 PABs. Já na região de abrangência do sindicato são 145 agências e 12 PABs.
Com os dados da pesquisa nacional de mortes em assaltos envolvendo bancos, a secretária nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, Regina Miki, levou ao ministro José Eduardo Cardozo a proposta de uma portaria de criação de um grupo de trabalho para discutir ações para evitar novas mortes, especialmente de clientes em crimes na saída do banco. O grupo seria integrado pela Contraf-CUT, CNTV e Febraban.
A Federação Brasileira de Bancos foi contatada, via assessoria de comunicação, para comentar o assunto, mas até o fechamento da edição não houve resposta.
Confira aqui algumas dicas para usuários de bancos.


