Carteiros querem garantir o passe livre
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quarta-feira, 29 de junho de 2005
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 40 carteiros tomaram conta das galerias da Câmara Municipal de Curitiba, na tarde de ontem, para protestar contra o suposto fim do passe livre no sistema de transporte coletivo. Na semana passada, ao anunciar a redução da tarifa dos ônibus de R$ 1,90 para R$ 1,80, o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), disse que iria rever a isenção tarifária de algumas categorias de trabalhadores, como funcionários dos Correios e policiais militares. O anúncio foi interpretado pelos carteiros como uma ameaça de corte do benefício.
O protesto foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom). De acordo com o secretário-geral da entidade, Nilson Rodrigues dos Santos, os carteiros saíram da sessão aliviados, pois conseguiram dos vereadores uma moção de apoio e o compromisso do líder do governo na Câmara, vereador Mário Celso, de que a isenção não será suspensa.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba esclareceu que a sugestão da comissão de estudos da tarifa é que seja analisada a possibilidade de buscar fontes para subsidiar a gratuidade do transporte. Hoje, esse subsídio entra no cálculo da composição da tarifa do transporte coletivo, ou seja, sai do bolso do usuário comum.
Para cobrir os gastos dos 244 mil deslocamentos mensais, isentos de tarifa, feitos por alunos portadores de necessidades especiais, por exemplo, a prefeitura está se propondo a remanejar recursos do próprio orçamento.
Segundo informações da prefeitura, cerca de 3,8 milhões de um total de 27 milhões de deslocamentos por mês são feitos gratuitamente, considerando todas as categorias que têm isenção. Somente os carteiros fazem, em média, 130,8 mil viagens mensais.


