Carteiros protestam em Curitiba
Israel Reinstein
De Curitiba
Os carteiros em Curitiba realizaram ontem um protesto nacional contra a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Para tentar barrar a quebra do monopólio no setor de correspondências, a categoria distribuiu cartões postais, em que pediam aos deputados que votasse contra a proposta que tramita na Câmara Federal.
O secretário geral do Sindicato do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom), Dany Alexandre Pereira, afirmou que o governo já está flexibilizando o processo de distribuição de correspondências. Pereira disse que a proposta do governo vai prejudicar o atendimento as regiões mais pobres e também as cidades pequenas. Na proposta, as áreas de ocupação não receberiam cartas, que seriam colocadas em caixas postais comunitárias, disse. Em municípios com menos de 5 mil habitantes, a entrega das correspondências será feita pelas prefeituras.
Pereira entende que esta medida acaba com o caráter social dos Correios. Provavelmente, extinguirão as cartas sociais, que hoje custam apenas um centavo, afirmou. Para ele, estas mudanças são formas de atrair as grandes redes. Existe pressão das empresas DHL, que é francesa, e Fedex, americana, declarou.
O secretário afirmou que um dos reflexos da privatização será a demissão de carteiros. A ECT não tem estrutura para enfrentar a briga de mercado, declarou. Ele acredita que a empresa vai perder os carnês de cobrança das empresas de telecomunicação e dos órgãos públicos. Pereira disse que a Global Telecom criou um sistema próprio ao adotar o dos Correios.
O sindicato está lançando uma campanha contra os ataques de cachorros. No último ano, os Correios registrou 116 casos de carteiros mordidos por animais. Com o slogan Segure a onda de seu cão, serão distribuídos cartões pedindo aos proprietários cuidem de seus animais.





