Kraw PenasOrmi Antônio Hutner: ‘‘O serviço continua dentro da média diária’’Ao contrário da disposição anunciada há uma semana, o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom/PR) descartou a possibilidade de greve a partir de ontem. Motivo: falta de adesão. A entidade promoveu uma tímida manifestação - com apenas cerca de 50 participantes - na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, em solidariedade aos grevistas de outros Estados.
A decisão de entrar em greve a partir da zero hora de ontem foi revista na assembléia ocorrida terça-feira à noite. Cerca de 60 funcionários compareceram, número considerado baixo para iniciar uma paralisação. Segundo o diretor do sindicato, Nílson dos Santos, a Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios já preparou uma nova proposta de negociação.
‘‘A meta agora é conseguir 5% de reajuste salarial mais um abono de R$ 1,4 mil, divididos em duas parcelas a serem pagas até o dia 20 de dezembro’’, disse Santos. Também está sendo reivindicado um acréscimo de 15% a título de ‘‘referências salariais’’. A pauta inclui ainda um aumento no valor (de R$ 7,00 para R$ 7,50) e no número de folhas (de 25 para 34) do vale-refeição.
A rotina permanece inalterada nos 25 Centros de Distribuição Domiciliar (CDDs) dos Correios no Estado. ‘‘O serviço continua dentro da média diária’’, informou o chefe do CDD de Curitiba, Ormi Antônio Hutner. Segundo ele, a situação é a mesma nas 15 unidades da Região Metropolitana.
‘‘Temos informações de que o trabalho prossegue absolutamente normal em todo o Estado’’, disse o assessor de relações sindicais da diretoria regional dos Correios, Marcos Kunitz. Ele assegura que os Correios estão preparados para uma eventual paralisação dos carteiros. ‘‘Estamos autorizados a contratar pessoal, além de preencher as vagas disponíveis do último concurso público’’, disse. No Paraná, há 90 vagas para carteiros. Algumas já começaram a ser preenchidas para reduzir a defasagem no quadro funcional.

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