Funcionários dos Correios, em Curitiba, farão plenária hoje, às 18h30, para decidir se entram em greve. Amanhã, devem fazer uma manifestação contra o reajuste salarial proposto pela empresa. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicaçãoes Postais, Telegráficas e Similares (Sintcom), José Roberto Paladino, o protesto será nacional.
O Sintcom diz que a categoria aceita os 2% de reajuste oferecidos pelos Correios, mas quer também aumento real de 5%. Além do reajuste, a empresa dará um abono de R$ 250,00 para o nível básico (carteiros e auxiliares) e de R$ 460,00 para o restante. Hoje, o salário inicial de um carteiro é de R$ 280,00.
Os Correios têm cerca de 80 mil funcionários no Brasil. O tráfego postal é de aproximadamente 6 bilhões de objetos por ano. No Paraná, a empresa tem 4 mil funcionários - 1.200 em Curitiba. No Estado, o movimento é de 1.300 objetos por dia.
Os trabalhadores dos Correios têm também outras reivindicações. A categoria quer que o vale-refeição passe de R$ 7,50 para R$ 8,00. ‘‘Também não queremos que o vale seja transformado em dinheiro, como a empresa sugere, porque daí ficaremos muito vulneráveis. Desse jeito, ela poderá nos tirar o benefício a qualquer momento’’, disse Paladino.
Em relação à assistência médica, os funcionários querem que os 10% dos gastos - pagos hoje por eles - sejam reduzidos para 5%. Outro pedido é a participação nas mudanças do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). ‘‘A empresa não quer que participemos’’, garantiu Paladino.
A assessoria dos Correios, em Brasília, disse que as negociações já estão encerradas.

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