Um projeto de lei de autoria do vereador Dilmo Antônio Bedin (PPB) e já votado favoravelmente pela Câmara de Vereadores de Marechal Cândido Rondon (90 Km a oeste de Cascavel), vem causando discussões entre a população. O projeto prevê a instituição de uma carteirinha de cidadão rondonense, que privilegiará o morador da cidade com alguns benefícios. Porém o que vem causando preocupação é o item que garante atendimento preferencial no hospital, Pronto-Socorro e no fornecimento de medicamentos. O Colegiado do Curso de História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) distribuiu nota pública afirmando que o projeto é ‘‘discriminatório e inconstitucional’’.
Segundo o autor do projeto, o principal objetivo da lei é valorizar o cidadão rondonense que ‘‘paga seus impostos e traz benefícios para o município’’. O vereador justificou que não está negando atendimento a visitantes ‘‘apenas solicitando alguma compensação por aquilo que será usufruido’’.
Outra explicação do vereador para o projeto é a expansão do turismo local, que necessitaria de divisas e rendimentos para viabilizar seu progresso.
O projeto de lei já foi aprovado pela Câmara, porém ainda não sancionado pelo prefeito Ariston Luis Limberger (PMDB). As condições para o cidadão ter acesso à carteirinha são a apresentação do título eleitoral e de uma fatura que comprove residência.
O colegiado afirma que a lei ‘‘é um contra-senso histórico, ao estabelecer a discriminação ao migrantes em um município constituído exatamente a partir de fenômeno recente de migração, com grande parte de sua população atual proveniente de outros municípios e mesmo de outros estados’’.

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