A greve, os buracos e problemas estruturais parecem demonstrar o que transformou-se em senso comum em Londrina: que a cidade está abandonada pela administração. Cumprindo o sexto de oito anos de mandato, Nedson Micheleti (PT) discorda dessa posição e aponta realizações. Para ele, o número de obras em andamento na Área Urbana é uma mostra de que a máquina do município está funcionando.
Para reforçar seus argumentos, Micheleti aponta uma lista de intervenções nas mais diversas regiões da cidade, especialmente na questão do planejamento urbano. Essas obras, segundo o prefeito, estão permitindo a implantação de um projeto essencial, o Anel do Emprego.
Jardim Botânico
De acordo com o prefeito, a interligação da cidade visa também incentivar o crescimento estratégico de cada região, como a implantação de indutores de desenvolvimento. Um exemplo é a construção do Jardim Botânico, na Zona Sul, cuja primeira etapa deve ficar pronta no ano que vem. Esse empreendimento vai trazer, segundo ele, novos investimentos particulares como condomínios fechados. Um projeto em fase de estudo para a área é a construção de um lago no bairro Lagoa Dourada.
Outra iniciativa importante é a conclusão da Avenida Ayrton Senna, que está parada devido a um impasse na Justiça. A ligação da Ayrton Senna com a PR-445 será feita através de um viaduto, nas proximidades das universidades e do Catuaí Shopping Center.
Anel Viário
Para viabilizar o Anel Viário, Nedson Micheleti ressalta que foram necessárias diversas ações pontuais. Uma delas é a construção da rotatória ao lado da barragem do Igapó, duplicação da Avenida Harry Prochet e ligação com a Avenida Valdemar Spranger.
As ações de melhoria do sistema viário incluem ainda várias obras nos mais diversos pontos da cidade, como a construção de casas populares e o investimento em infra-estrutura para facilitar a instalação de indústrias geradoras de emprego.
Na Zona Oeste, está prevista a duplicação do trecho urbano da PR-445, com a construção de um viaduto para ligação com a Avenida Arthur Thomas. Outro será colocado na BR-369, nas proximidades da Pontifícia Universidade Católica (PUC), para ligação com a região do pool de combustíveis.
Já a construção de uma ponte na Rua Esperanto vai permitir a ligação de grandes empresas que ficam entre a BR-369 e a PR-445. A própria construção da PUC foi definida como um indutor de desenvolvimento. ''A construção no terreno do Jóquei Clube, que estava parado, foi proposital, para desenvolver essa região'', salientou Micheleti. Da mesma forma, a localização do Cefet na Zona Leste foi pensada para incentivar o crescimento daquela região.
Viadutos e acessos
O viaduto para transposição de via férrea, que será construído na Rua Primo Campana para acesso à BR-369, vai ser a solução de acesso para o problema do pool de combustíveis, que está estrangulado. O recurso para o projeto já está garantido e o dinheiro para a obra poderá vir através do Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit). Depois de pronto, o viaduto vai reduzir o trajeto para as empresas e tirar o excesso de tráfego das ruas do Conjunto Maria Lúcia.
A ponte entre os bairros Maria Celina e Barcelona e o acesso entre o Belleville e Paraíso, na Zona Norte de Londrina, facilitaram o desenvolvimento e o acesso dos bairros. Antes, só havia uma pinguela onde ocorriam muitos acidentes. Para preencher o vazio, estão sendo construídas moradias comunitárias em forma de prédios. São os conjuntos Anselmo Vedoato e Chimentão, que vão beneficiar 632 famílias no ano que vem.
O investimento na Zona Norte, segundo o prefeito, serviu para corrigir uma distorção. Era a única região da cidade que não tinha acesso ao centro com pista dupla. A duplicação da Rodovia Carlos João Strass, que está em andamento e deve ser concluída até dezembro, foi planejada para resolver esse problema. A obra também levou em conta a construção do Lago Norte, que vai valorizar a área e aumentar bastante o fluxo de veículos.
Marco Zero
Para a Zona Leste, está previsto o prolongamento da Avenida Leste-Oeste até a avenida dos Pioneiros e o empreendimento do Marco Zero, que vai ser revitalizado com cerca nova e iluminação, que será feita com recursos da prefeitura. A região também vai ganhar investimentos do setor privado no terreno da antiga fábrica Anderson Clayton. Nesta mesma área será construído o Teatro Municipal.
As duplicações também acontecem na área central. É o caso da Rua Goiás, no trecho entre a Rua Michigan e a Avenida JK. Outras metas para esta região são duplicação de trecho da Avenida Castelo Branco e abertura de canteiro com acesso direto da Leste-Oeste para a Sergipe.
Além do setor de planejamento urbano, Micheleti aponta como um dos pontos fortes da atual administração as políticas públicas nos setores de assistência social, saúde e cultura. Como exemplo, ele cita projetos como o Programa de Saúde da Família e da Rede da Cidadania.
Arco Norte
Outra ação importante, para ele, é a implantação do Arco Norte, um sistema de ligação viária entre Londrina e outras cinco cidades da região: Cambé, Ibiporã, Rolândia, Apucarana e Arapongas. Uma das principais ações nesse sentido é a pavimentação de sete quilômetros da Estrada dos Pioneiros, na Zona Sul da cidade. A obra, financiada em parceria entre os governos estadual e municipal, é a primeira iniciativa concreta para viabilização do Arco Norte.

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