Albari RosaAdaptaçãoAdriana Aparecida Godói (à direita): ‘‘Quando a gente é calouro, nos primeiros dias longe da família a saudade dos parentes provoca até choro’’Para matar a saudade da família, a maioria dos estudantes apela para o telefone e as cartas. É através deles que os universitários deixam suas famílias a par do que está acontecendo. Relatando o dia-a-dia e as angústias por que passam, eles aliviam a falta de seus parentes. Há também aqueles que utilizam e-mails, via computador.
‘‘Tem dia em que escrever é a melhor forma de se sentir próximo à família’’, diz a estudante Mirian Toshiko Sewo, que veio de Campo Grande (Mato Grosso do Sul) para estudar Psicologia na UFPR. Ela conta que telefonar para os parentes é um luxo. ‘‘Hoje, meus pais e irmão estão no Japão trabalhando, por isso fica difícil escutar a voz deles, que pouco a pouco busco para não me esquecer’’, conta a estudante.
‘‘Quando a gente é calouro, nos primeiros dias longe da família a saudade dos parentes provoca até choro’’, diz a paulista de Araçariguama Adriana Aparecida Godói, que estuda Química na UFPR. Ela conta que com o tempo vai se acostumando a suportar a distância. ‘‘Claro que sempre que se vê os parentes dá um apertinho no coração’’, lembra.
Albari RosaDistânciaMirian Toshiko Sewo, que veio de Campo Grande estudar Psicologia: ‘‘Tem dia em que escrever é a melhor forma de se sentir próximo da família’’
Mas a saudade não é só coisa de mulher. O estudante de Odontologia Roberto Gomes, que está no segundo ano, adota algumas artimanhas para poder manter contato com os familiares. ‘‘Consegui ter um e-mail, por onde mando recados para os meus pais toda semana’’, conta. Como sua família não tem acesso à Internet, ele manda as mensagens para um primo. ‘‘Às vezes, a gente combina encontros em algum chat (‘salas’ de conversação) e pode falar virtualmente’’, diz. ‘‘Tem vezes que a gente descobre telefones públicos com defeito, então é uma festa, porque a gente não paga nada’’, afirma. (I.R.)

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