No Catuaí Shopping Center, em Londrina, a caixinha do correio do Papai Noel, instalada no dia 16 de novembro, já reuniu mais de 400 pedidos ao Bom Velhinho. A previsão é que o número de correspondências supere 500 até o dia 24. Uma avaliação parcial apontou que a maioria arrasadora das crianças pediu brinquedos. Mas algumas crianças que passaram pelo shopping neste final de ano saíram literalmente do tradicional com pedidos engraçados, diferentes e até absurdos.
Vasculhando a correspondência do Bom Velhinho, encontramos cartas até de gente que não acredita nele. ‘‘Sei que não é você, aí do shopping, nem o Papai Noel da Finlândia que vão me trazer os presentes, e sim o meu tio fantasiado’’, escreveu o garoto Júlio César, de 11 anos. Ele continua: ‘‘Eu e meu primo já sabemos a verdadeira história de Papai Noel’’. Júlio César justifica que escreveu a carta, na verdade, por causa da irmã mais nova. Apesar disso, garante que adora a mentirinha e, por via das dúvidas, pede na carta uma máquina fotográfica, um tênis e um pebolim do Romário.
‘‘Sabe, Papai Noel, às vezes eu não entendo. Tem pessoas que dizem que você não existe e outras que falam que já te viram. Afinal você é o quê? Eu acredito em você às vezes sim, às vezes não’’, cobra a garota Aline, depois de pedir um presente diferente: ‘‘Saúde, felicidade, amor, paz e fé para todo o mundo.’’
Menos modesta, Camila fez uma listinha de deixar qualquer Noel maluco: computador, bicicleta, relógio, bambo-tchan, joguinho, ursão de pelúcia, bola de vôlei, fita de vídeo-game, roupas, pijama da Minie, cachorrinha de verdade, melocoton, CD do grupo Molejo, brincos, anéis, pulseiras, botinha, novo chinelo e, enfim, um perfume. Camila conclui com mais pedidos: ‘‘Muita paz, amor, carinho e união, e uma piscina de três mil litros.’’
Uma das cartas mais curiosas foi de Naya, que mandou um cartão musical para o Papai Noel. Nele, estava o pedido: uma ‘‘ermasiha’’ (ou irmãzinha) com seis anos! Já Chrissie não escreveu nada. Fez um desenho, com duas casinhas, umas pessoas e só.
E não foi só criança que apelou para Papai Noel neste final de ano. O José Henrique, com a maior tranquilidade, listou, entre outras coisas: ‘‘Uma namorada me aguente mais de 30 dias. E que todos parassem de me chamar por ‘Cabeçudo’, pois está mais que provado que minha cabeça não é grande’’.

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