Cartão saúde agiliza atendimento
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sexta-feira, 06 de outubro de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
A partir de janeiro de 2001, um terço da população do Paraná (cerca de três milhões de pessoas) terá cadastro eletrônico no Sistema Único de Saúde (SUS). Através de um cartão magnético, os dados dessas pessoas estarão disponíveis em todas as unidades de saúde municipais e hospitais que prestem atendimento público. É que o Ministério da Saúde está implantando o programa do Cartão Nacional de Saúde em 31 municípios paranaenses. O objetivo é facilitar o atendimento aos usuários.
Em todo o País, 44 municípios vão integrar a primeira etapa do programa, totalizando 12,9 milhões de usuários com o cartão saúde. Nessa primeira fase, aproximadamente 2,1 mil unidades de saúde vão estar interligadas. O Ministério da Saúde, governos estaduais e os 44 municípios vão investir R$ 120 milhões na instalação do cartão saúde.
Segundo o secretário de gestão de investimentos do Ministério da Saúde, Geraldo Biasoto Júnior, o Paraná tem o maior número de municípios no projeto piloto porque o Estado tem feito grandes investimentos na informatização do sistema de atendimento. A secretaria de saúde do Paraná se envolveu bastante na experiência, por isso estamos implantando primeiramente aqui, afirmou.
Todos os 25 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, Campo Mourão, Lapa, Pato Branco, Quitantinha, Rio Negro e Contenda fazem parte da primeira fase de implantação do cartão saúde. Iniciamos o projeto com municípios que já tinham algum trabalho de cadastramento da população ou com programas conceituados em saúde pública.
Cada habitante dos municípios integrados vão ter um cartão magnético com o número da inscrição do PIS/PASEP. Todas as vezes que ele for consultado por um médico pelo SUS, o profissional terá acesso a um prontuário eletrônico sobre a vida clínica do paciente.
O sistema também pemitirá um controle maior de fluxos de pagamentos e agilizar a prestação de serviços à comunidade. Por meio das informações disponibilizadas no cartão, Estados e municípios poderão ser ressarcidos pela assistência prestada a pacientes de outras localidades. Se um paciente de São Paulo ou Santa Catarina for atendido no Paraná, o Estado de origem do doente pagará as despesas, explicou o secretário.
Até o final de 2002, Geraldo Biasoto acredita que cerca de 120 milhões de usuários já estejam com o cartão saúde. Nesse prazo queremos integrar as principais cidades prestadores de serviços médicos públicos ao sistema. O cartão também permitirá a compensação para municípios que atendem pacientes de outras cidades. Hoje, não existe esse tipo de compensação, o que prejudica os centros de atendimento especializados.


