Carta pede revisão de contratos
A Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná (Caciopar) está distribuindo Carta Aberta, também encaminhada ao governo do Estado, pedindo revisão do Programa Paranaense de Concessão de Rodovias e dos contratos com empresas que exploram o pedágio. A entidade, que congrega 45 associações, contesta valor do pedágio, qualidade das obras realizadas e prazos para duplicação.
A preocupação da Caciopar é com a BR-277, que liga os extremos Oeste (Foz do Iguaçu) e Leste (Paranaguá) do Estado, e mais especificamente o trecho de 140 quilômetros entre Cascavel e Foz do Iguaçu. Haverá duas praças de pedágio e o custo para um carro de passeio será de R$ 5,60 e R$ 28,00 para um caminhão com cinco eixos, segundo o Consórcio Rodovia das Cataratas, detentora da concessão.
O trecho tem quatro pistas apenas em 20 quilômetros, entre Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu. Até Cascavel, o Consórcio tem prazo de 7 anos para completar a duplicação. A Caciopar cita estatística do DNER indicando que circulam 6,6 mil carros por dia no trecho, o que em dois anos e meio proporcionará arrecadação de recursos que permitiriam a duplicação, com custo estimado pela coordenadoria em R$ 500 mil por quilômetro.
O presidente da Caciopar, Valmor Lemainski, de Cascavel, esclarece que o prazo de concessão da rodovia é de 24 anos e, descontados os recursos a ser destinados à duplicação, o Consórcio ficará no mínimo 21 anos só arrecadando dinheiro, pois melhorias e manutenção da pista não têm custo expressivo.
O engenheiro Augusto Cézar Bandeira, diretor do Consórcio Rodovia das Cataratas, afirma que as melhorias garantirão segurança e conforto aos usuários. Sobre a duplicação, diz que o prazo de sete anos para o trecho Cascavel-Santa Terezinha de Itaipu é para conclusão, mas as obras devem ser iniciadas em breve. Para Cascavel-Guarapuava não há previsão, pois o volume de tráfego não requer duplicação.
Cupons A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) distribuiu ontem, em Cascavel, a representantes de sindicatos e cooperativas, os cupons que isentarão o pedágio no transporte de produtos agrícolas. As entidades farão o repasse dos cupons aos associados.Edson MazzettoCupons-safra foram distribuídos ontem para entidades agrícolasPaulo Pegoraro





