Carta de presos denuncia agressões
Sid Sauer
De Campo Mourão
O promotor da 1ª Vara Criminal de Campo Mourão, José Lafaieti Barbosa Tourinho, vai pedir a abertura de inquérito policial para apurar denúncias de agressões contra presos da cadeia da 16ª Subdivisão Policial. Segundo ele, o pedido deveria ser apresentado ainda ontem. Tourinho tomou a decisão depois de receber cartas de presos relatando agressões e de receber reclamações pessoalmente dos detentos durante visita realizada à cadeia, no dia 17.
Tourinho também recebeu uma carta do bispo de Campo Mourão, dom Mauro Aparecido dos Santos, comunicando que ele havia recebido reclamações de maus-tratos na cadeia. Precisamos de um inquérito para apurar a veracidade e a autoria dessas agressões, disse o promotor.
Uma das cartas, assinada por sete presos, relata agressões que teriam acontecido no dia 11 deste mês. Os presos acusam o carcereiro Dorival Kojat como autor das agressões.
A juíza-substituta Roberta Carmem Scramim de Freitas já enviou ofício à 16ª SDP pedindo informações sobre a denúncia e que fosse feito exame de lesões corporais nos sete presos que assinaram a carta. Os exames já foram feitos.
O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial, Roberval Butaccini, disse ontem que os exames apontaram apenas pequenas escoriações em quatro dos sete presos. Os outros três não tiveram lesão nenhuma, ressaltou.
Para o promotor, no entanto, a abertura de inquérito será importante para averiguar, inclusive, que tipo de agressões os presos estariam sofrendo. Eles dizem que estão sendo agredidos por todo o corpo, mas precisamos saber como isso é feito, explica. Tourinho diz também que pretende acompanhar de perto o andamento do inquérito. Pretendo ouvir os depoimentos dos presos durante o processo.
No caso das supostas agressões do dia 11, o delegado disse que já conversou com Kojat. Bataccini afirmou que houve apenas um chega pra lá porque os sete presos não obedeceram à ordem do policial de saírem da cela.
Os presos chegaram a xingar o carcereiro e a partir para cima dele, contou o delegado. Ele agiu mais em legítima defesa. De acordo com Butaccini, o carcereiro precisa impor respeito. Por isso nossa cadeia é calma.





