Dois carros fumacês vão reforçar o combate à dengue em Londrina. De acordo com o coordenador de Endemias da secretaria municipal de Saúde, Elson Belisário, o trabalho com o UBV pesado, como são chamados os carros de fumacê, é feito quando começam a aparecer casos positivos da doença. ''Se tivermos condições já começaremos a trabalhar com os carros amanhã (hoje).'' Os veículos chegaram ontem, no final da tarde.
Os carros do fumacê pesado são do Ministério da Saúde e ficam à disposição do Estado. Conforme Belisário, o município está tecnicamente amparado para pedir o apoio. ''Solicitamos dois para começar, mas já temos o compromisso da coordenação do Estado que eles enviarão mais veículos se houver necessidade'', disse, acrescentando que o veneno será aplicado nos bairros com mais casos suspeitos. ''Vamos trabalhar onde as notificações estão concentradas''.
Belisário explicou que estão sendo estudados os bairros que terão prioridade no recebimento do fumacê. ''Queremos contemplar os bairros que ainda não receberam aplicação do veneno das bombas costais'', disse. Ele explicou que a orientação do Ministério da Saúde é que a aplicação inicie às 5 horas. ''Em Londrina este horário é inviável já que a maioria das residências está fechada. Estamos conversando para mudar este horário. Provavelmente a aplicação será feita das 7 horas às 9 horas e à tarde das 17 horas às 22 horas.
''Estamos ainda na fase inicial. No ano passado nesta mesma época estávamos vivendo uma pré-epidemia. Neste ano estamos tranquilos por enquanto'', destacou. Belisário disse que o próprio município decide quando os carros sairão da cidade. ''Teremos o fumacê pesado à nossa disposição enquanto estivermos precisando. Eles devem ficar até que as notificações comecem a cair.''
Cada carro tem capacidade para aplicar o inseticida em 130 quadras por dia, mas a eficiência dele é limitada, principalmente por conta dos muros altos e das residências fechadas. ''As pessoas devem abrir portas e janelas quando escutam o barulho do carro fumacê; 90% dos mosquitos que transmitem a dengue estão dentro das residências'', lembrou. Belisário destacou que o veneno não traz risco para as pessoas. ''A quantidade de inseticida colocado para cada hectare é em torno de 300 ml, ele foi feito para eliminar o posquito'', justificou. Apesar disso é necessário trocar água e alimentos dos pequenos animais após a aplicação do veneno.
Bomba Costal
Há cerca de de 15 dias uma equipe de seis pessoas começou a intensificar a aplicação do veneno portátil, com apoio do Estado. ''O combate feito com a bomba costal tem mais eficiência do que o carro fumacê. Não temos a barreira do muro. Com a bomba costal eu posso entrar dentro do portão e aplicar no quintal'', explicou. Conforme Belisário, este tipo de ação é usada num raio de 300 metros em torno da residência onde foi registrado caso de dengue.
A responsabilidade da aplicação do veneno portátil é do município enquanto o fumacê é do Estado. De acordo com Belisário, nos últimos 30 dias foram confirmados quatro casos de dengue em londrina, três na região sul e um na região norte. Neste ano já foram registrados cerca de 7,3 mil casos de dengue. As pessoas podem fazer denúncias e tirar dúvidas pelo disque dengue: 0800-4001893.

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