Maringá Análises preliminares da reconstituição do atropelamento da estudante Fabíula Regina Coalio, 12 anos, apontaram que o veículo estava a 120 km/hora. O acidente aconteceu no dia 13 de agosto, na Avenida Colombo, em Maringá. A reconstituição foi realizada ontem de manhã, durou cerca de duas horas e atraiu milhares de curiosos ao local.
Os dois motoristas que estariam disputando racha na Avenida Colombo, no momento do atropelamento, compareceram ao local acompanhados de advogados mas não participaram da reconstituição. Eles ficaram o tempo todo dentro de uma viatura da Polícia Civil. Tanto Marcos José da Silva, que atropelou a menina, como Luiz Cavichiolli Forini mantiveram a afirmação de que os carros que dirigiam estavam com velocidade menor que 80 km/hora no momento do atropelamento.
Para o delegado Maurício de Lima Filho, a reconstituição foi importante para esclarecer dois pontos fundamentais: a velocidade dos carros e onde Fabíula estava quando foi colhida pelo Ômega dirigido por Silva. Conforme Lima Filho, a reconstituição apontou que os veículos estavam em média a 120 km/hora. ''Também ficou claro que a menina estava bem próxima à calçada quando foi colhida'', disse.
Participaram da reconstituição três peritos, oito investigadores e dois escrivães. Vintepoliciais militares mantiveram o local isolado. Os pais de Fabíula também presenciaram a reconstituição, além de oito testemunhas. O laudo dos peritos será anexado ao inquérito policial. Segundo o delegado, as novas informações darão mais subsídios à Promotoria Pública, que ainda não analisou o segundo pedido de prisão preventiva de Silva. O primeiro pedido foi negado pela Justiça. No inquérito policial, Lima Filho indicia Silva e Forini por crime doloso.
Na hora do atropelamento, a menina estaria tentando atravessar a avenida para ir até o bar de seu pai. Ela morreu no local do acidente. Silva e Forini, conforme testemunhas, estavam disputando racha. Silva só se apresentou à polícia cinco dias depois do atropelamento.

mockup