Carros e motos: difícil convivência
A disputa por um lugar para estacionar o veículo tem gerado situações inusitadas pelas ruas de Londrina. Entre elas estão as resultantes da inevitável convivência entre carros e motos. Na última segunda-feira o jornalista aposentado João de Castro França Filho, de 78 anos, enfrentou mais um capítulo de uma situação que ele define como ''um tormento''. O edifício em que mora, na Avenida Higienópolis, é vizinho de outro que abriga um call center. Um grande número de funcionários possui motocicletas, que são estacionadas nas imediações dos dois prédios, às vezes entre os carros, em espaços mínimos que impedem as manobras com os veículos.
Foi o que aconteceu, mais uma vez, com França. ''A minha mulher tinha uma reunião importante marcada para as 8h30, e eu tinha sessão de fisioterapia. Mas não consegui tirar meu carro da frente do prédio. Só depois de muitas tentativas de diálogo com o proprietário da moto, e de chamarmos um agente da CMTU, é que o problema foi resolvido, por volta do meio-dia.'' A ironia é que as sessões de fisioterapia do jornalista foram indicadas para tratar um estiramento no braço causado pela tentativa de mover uma moto alguns centímetros para poder sair com o carro da vaga, em situação semelhante.
''Diariamente são estacionadas aqui entre 70 e 80 motos. Não há estacionamento suficiente. Não podemos colocar o carro nas vagas delas, mas elas podem ser colocadas nas vagas de carros. Não haveria problemas, se deixassem espaço para a gente manobrar'', queixa-se o jornalista, que já teve o carro riscado na frente do prédio.
Segundo o diretor de transportes e trânsito da CMTU, Wilson de Jesus, as motocicletas podem dividir espaço com os carros nas vagas de estacionamento, mas é preciso bom senso de ambas as partes. Ele explica que o Código Brasileiro de Trânsito não prevê distância mínima entre um e outro veículo, por isso, o máximo que o agente de trânsito pode fazer é ir até o local e orientar o motociclista. (S. L.)





