Sid SauerSalvos pelo gongoPela lei em vigor, cães apreendidos na segunda-feira poderiam ser sacrificados
ainda hojeDezenove cachorros foram apreendidos no primeiro dia de funcionamento da ‘‘carrocinha’’ em Campo Mourão. As buscas começaram pelo Conjunto Habitacional Parigot de Souza, na asa leste da cidade, onde havia o maior número de reclamações da população. O caminhão do serviço de captura de animais errantes - nome oficial da carrocinha - também passou pela área central e chegou ao Conjunto Mílton Luiz Pereira, na asa oeste. Ontem não houve apreensão, mas o veículo deve voltar hoje às ruas. São um motorista e dois ‘‘laçadores’’.
Dos 19 cães apreendidos, pelo menos dois são de raça. O restante é vira-lata. Um dos cachorros está com rabugem em todo o corpo.
Ontem de manhã, apenas um dos cachorros apreendidos foi procurado pelo dono. O frentista Wilson Amaro, 38, disse que o filho Tiago, 9, não quis comer e quase não dormiu devido à apreensão do cachorro, um vira-latas de um ano e meio chamado ‘‘Dino’’. O cachorro está cadastrado na prefeitura, mas estava na rua e sem coleira quando foi capturado, na segunda-feira, por volta das 10h30.
‘‘Por mim, não viria buscá-lo mais’’, conta Amaro. ‘‘Mas a criança não vê raça e pega amor pelo cachorro’’. Pela apreensão, a prefeitura cobra uma multa de R$ 1,40 e uma taxa de permanência de R$ 2,50.
Pela lei em vigor, os cachorros apreendidos na segunda-feira podem ser sacrificados já a partir de amanhã. Para isso, basta que ninguém apareça para retirá-los até hoje. O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Nunes, disse que vai tentar a doação dos animais antes de ordenar a morte deles.
‘‘Agora será a nossa vez de cobrar uma atitude da Sociedade Protetora dos Animais’’, ressalta o secretário. O vereador Júlio Vieira dos Santos (PDT) anunciou que está ‘‘juntando documentos’’ para ingressar com mandado de segurança contra o sacrifício dos cachorros. Ele sugere que a prefeitura use a esterilização ao invés do sacrifício para resolver o problema dos animais errantes. ‘‘Não é preciso tanta crueldade’’, argumenta.

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