Maringá Os carroceiros que atuam em Maringá serão multados e poderão ter os cavalos e carroças apreendidos se não fizerem o recadastramento junto à Secretaria de Transportes de Maringá. No primeiro dia da nova exigência ter entrado em vigor foram recadastrados aproximadamente 120 carroceiros, o que representa cerca de 10% do total de carroças que circulam na cidade. Diante da baixa procura, fiscais de trânsito e policiais militares passaram a abordar e orientando os carroceiros irregulares.
De acordo com o secretário municipal de Transportes, Renato Bariani, a estimativa é de que aproximadamente 1.200 carroceiros estejam circulando pelas ruas de Maringá. O recadastramento tem o objetivo de disciplinar o trânsito e melhorar as condições das carroças. Um dos problemas graves é o grande número de menores conduzindo esse tipo de veículo no centro comercial. Além de causar congestionamentos, o 4º Batalhão da Polícia Militar tem registrado denúncias de carroceiros que não respeitam as placas de sinalização, avançam em sinais fechados e maltratos aos animais.
Durante o recadastramento, os veículos são sinalizados e emplacados. Os carroceiros recebem coletes refletivos e bonés que terão uso obrigatório. Além disso, eles também são orientados sobre direção defensiva, normas de trânsito e ainda sobre educação ambiental. Um dos objetivos é conscientizar os carroceiros a não jogarem lixo ou entulhos em locais proibidos e terrenos baldios. Os animais também passam por uma avaliação e recebem aplicação de vermífugos e carrapaticidas.
O recadastramento continua até o final deste mês. A expectativa, conforme Bariani é de que pelo menos mil carroceiros se regularizem até o dia 29. Ele explica que o recadastramento é obrigatório até para os carroceiros que moram em Sarandi (7 km a leste de Maringá) ou Paiçandu (10 km a leste de Maringá) mas que frequentemente circulam em Maringá. Após o prazo, a Secretaria de Transporte vai multar e apreender as carroças.

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