Carroceiro acusa vizinhos de matar égua para churrasco
Marcos Zanatta
De Maringá
A família do carroceiro Rafael dos Santos Vilela, que teve uma égua morta no final de semana por vizinhos do Conjunto Cidade Canção, em Maringá, está sofrendo ameaças. Ontem de madrugada, outra égua do carroceiro, Paloma, foi ferida na perna e desconhecidos rondaram a casa, deixando a família em pânico. Esse pessoal matou minha égua para fazer churrasco e agora vem aqui me ameaçar porque se deram mal, diz Vilela. Até ontem de tarde a polícia conseguiu prender dois dos quatro suspeitos, Israel Martins Prates e Roberto Sena de Souza. Ambos negam envolvimento com a morte do animal.
Segundo Vilela, na tarde de sexta-feira, um vizinho identificado apenas como Adriano pediu uma corda emprestada. Na manhã de sábado, o carroceiro saiu de casa para trabalhar, mas não chegou a procurar a égua Nega porque faria um serviço no bairro. No início da tarde, a mulher e a mãe dele sentiram falta do animal, e saíram à procura. O que sobrou da égua, morta a golpes de facão na cabeça, estava a menos de 200 metros da casa, nas margens do Córrego Pinguim. Eles quebraram toda a cabeça dela e depois tiraram a carne do traseiro, contou Vilela.
No local ele encontrou uma camiseta e a corda que havia emprestado para o vizinho. Os dois suspeitos presos no domingo disseram à polícia que não estão envolvidos com a morte da égua. Eles alegam que voltavam de uma pescaria, quando Adriano decidiu matar o animal. Souza diz que nem viu o que aconteceu, mas confessa que ajudou a carregar a carne. Agora quem vai pagar meu prejuízo, pergunta Vilela. O carroceiro diz que a égua morta valia cerca de R$ 400,00, e era a melhor que tinha para trabalhar. Ontem moradores do bairro reclamavam no mau cheiro causado pela carcaça do animal, que continuava na margem do córrego.





