O Instituto de Criminalística divulgou nesta quarta-feira (10) exames que demonstram que o casal Gregory Hyus de Oliveira, 25, e Daniela Aparecida Rodrigues Moraes, 23, foram arremessados a distâncias que variam de 68 a 75 metros quando o veículo conduzido por Renan Irmer, 25, os atingiu em acidente no início de setembro. De acordo com a perícia, o jovem dirigia pela BR-396 com velocidade superior à permitida.

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Para o chefe do Instituto de Criminalística, Luciano Bucharles, mesmo que Irmer estivesse dirigindo a 110 km/h enquanto a velocidade da via era de 70 km/h, não é possível afirmar que houve disputa de racha, conforme testemunhas tinham alegado, porque "não há elementos para isso".

Oliveira e Rodrigues estavam parados na rodovia, no semáforo de acesso ao bairro Bratislava, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina), quando foram atingidos por um Peugeot 206, dirigido por Irmer. O padrasto da vítima disse à reportagem que o motorista teria deixado uma moça no local e fugido com o outro veículo que os acompanhava.

O advogado de Imer, Mauro Valdevino da Silva, alegou à FOLHA que já tinha conhecimento que ele "dirigia com velocidade um pouco acima do permitido para aquele local". Conforme a defesa, Imer "empreendeu uma velocidade um pouco maior porque tinha veículos que estavam saindo da posição de inércia", já que estava fechado o semáforo. "Quando um veículo vai ultrapassar outros que estão lentos, ele empreende uma marcha mais rápida", argumentou.

Mas, para Silva, "ficou bem caracterizado que não existia racha", porque "o que aconteceu é que os condutores tinham veículos potentes".

"Não que justifique, mas essa é a velocidade que a maioria das pessoas imprime naquele local", disse, e acrescentou que "não configura crime de trânsito, que seria 50km/h acima da velocidade permitida no local", afirmou o advogado.

O inquérito deve ser concluído em duas semanas, conforme explicou o delegado de Cambé, Roberto Fernandes Lima. A moça que estava com Imer no carro é de Apucarana e será ouvida na próxima semana, conforme a Polícia Civil.

Questionado sobre a diferença de tempo de conclusão de inquérito, pois na terça (9) foi concluída a investigação de caso mais recente (o acidente na PR-445 que vitimou quatro pessoas de uma mesma família) pela Polícia Civil de Cambé, Lima explicou que, no caso do primeiro acidente, o suspeito estava preso, e havia o prazo legal de dez dias para encerrar o inquérito.

Com o suspeito solto, o prazo é de 30 dias prorrogáveis por mais 30. "Em situações de flagrante, as testemunhas são ouvidas em um curto espaço de tempo. Com relação ao acidente da BR-369, o rapaz não ficou no local, não foi feito bafômetro, não foi colhido depoimento de imediato, demorou uns dias para que fosse localizado, identificado", justificou.

De acordo com Lima, também houve o empecilho de identificar as testemunhas. "A moça que estava no carro era para ser ouvida nesta terça (9), mas precisou remarcar para quinta da próxima semana", disse.

Essa testemunha é importante para saber se Imer estava ou não embriagado, segundo Polícia Civil.

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