‘‘Sempre estivemos à disposição do senhor Sérgio, e dispensamos ao automóvel dele toda assistência técnica necessária ao nosso alcance. Tudo que nos foi possível fazer, fizemos. Mas ele se mantém insatisfeito e reclamando. Tudo bem, reclamar é um direito que ele tem; mas nada justifica o escândalo que ele tem feito, trazendo reportagem de televisão para dentro de nossa empresa. Sempre o atendemos com a maior atenção’’, afirma o assessor administrativo da Maracaju, Fábio Ito.
Segundo ele, além do desgaste natural provocado pelo tempo em algumas peças, os problemas do Escort aumentaram depois da batida com uma motocicleta. ‘‘A garantia de nossos veículos, de um ano sem limite de quilometragem, já é maior que a exigida pelo Código de Defesa do Consumidor. Mesmo assim, negociamos com a Ford e conseguimos aumentar esta garantia para várias peças. Mas o Sérgio se nega a trazer o carro dele para ser revisado e consertado. Ele vive criando novos problemas, inventando outros defeitos.’’
De acordo com Fábio Ito, o empresário Sérgio Campinha está com a idéia fixa de trocar o Escort por outro automóvel zero km. ‘‘Isso não vai ser possível. O carro dele já está com quase 50 mil km rodados. É natural que muitas peças necessitem de troca, elas não duram eternamente, como está explicado no manual do automóvel’’, ressalta o assessor da Maracaju.
‘‘O Escort dele não tem problema sério, que coloque em risco a segurança de ninguém. São pequenos problemas que podem ser resolvidos rapidamente. E estamos à disposição dele para tomar, novamente, as providências necessárias.’’
No Departamento de Atendimento ao Cliente da Ford, em São Paulo, o funcionário que se identifica apenas como Ewerton confirma a versão do funcionário da Maracaju. ‘‘A troca do Escort por outro carro novo está fora de cogitação. A fábrica não faz isso em hipótese nenhuma. A Ford tem um padrão mundial de qualidade. Nossos automóveis passam, aqui e na Argentina, por um rigoroso teste de qualidade. Os problemas apresentados pelo Escort do Sérgio são normais em um carro com um ano e meio de uso e com 47 mil km rodados’’, disse Ewerton.
Segundo ele, as reclamações de Sérgio Campinha não têm fundamento. ‘‘Estamos documentados; todos os reparos necessários foram feitos pela Maracaju. Os itens que o proprietário cita são facilmente reparáveis, detalhes, não há nenhum defeito grave. Mas ele vem com ameaças, fazendo tempestade em copo d’água. Estivemos sempre abertos ao diálogo, mas ele não quer negociação.’’
(Osmani Costa)

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