Carro-forte deverá usar garagens
Um projeto de lei do vereador Ulisses Maia (PSDB), regulamentando a operação dos veículos de transporte de valores em Maringá, promete gerar muita polêmica. Aprovado por todas as comissões, o projeto deve entrar em votação após o recesso de julho, e exige que os carros-fortes façam o trabalho de carga e descarga de valores dentro das garagens das agências bancárias.
A intenção é evitar os veículos estacionados em filas duplas e a presença de vigilantes fortemente armados em vias de grande movimento de pedestres. Ele explica que hoje vigilantes portando escopetas se posicionam nas calçadas, expondo os pedestres à situação de perigo. Os carros-fortes são visados por assaltantes. Qualquer ação, até mesmo de proteção por parte dos vigilantes, será um risco para as pessoas que passam pelo local.
Pelo projeto, toda operação com dinheiro feita pelos carros-fortes devem ser dentro de estacionamentos ou áreas reservadas no interior da agência, onde não exista acesso de clientes. O projeto é polêmico mas passa na Câmara sem dificuldades, garante Maia. Ele diz ainda que as agências que não tiverem garagem terão que se adaptar à legislação, que prevê multas e cassação do alvará para as empresas de transporte e aos bancos. As multas variam de R$ 9.611,00 até R$ 28.833,00,
As duas empresas de transporte de valores de Maringá e alguns gerentes de bancos procurados pela Folha não quiseram se manifestar. Todos dizem desconhecer o projeto. O responsável por uma das transportadoras, que não quis se identificar, disse que uma lei do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) trata os veículos de transporte de valores de forma diferenciada. A lei 9.503, de 23 de setembro de 97, diz que o carro-forte é de utilidade pública e tem livre parada no local de serviço.
Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Maringá, José Maria da Silva, se aprovada, a lei não será cumprida. Ele diz que dinheiro não é mercadoria comum e que os vigilantes que trabalham no transporte de valores têm treinamento especial. Silva lembra que existe uma lei exigindo a presença de vigilantes nos caixas eletrônicos, mas que não é cumprida.Marcos NegriniRiscoVereador
quer
evitar os
veículos
estacionados
em filas
duplas e a
presença de
vigilantes
fortemente
armados
em vias
de grande
movimento
de pedestresMarcos Zanatta





