Dimitri do Valle
De Curitiba
Se taxistas e perueiros exercem uma convivência pacífica nas ruas de Curitiba, o que dizer de profissionais habilitados que reclamam da presença de motoristas sem credenciamento municipal roubando fregueses nas portas de hotéis? Pois é o que acontece no centro da capital, segundo o Sindicato dos Taxistas. Num esquema que conta com a conivência de gerentes e porteiros de hotéis, os táxis clandestinos são uma realidade que está atrapalhando a categoria.
O diretor da Urbs, Euclides Rovani, confirma a existência da irregularidade. O presidente do Sindicato dos Taxistas, Celso Fernandes Neto, diz que estes motoristas passam de 100, mas Rovani reconhece apenas ‘‘meia dúzia’’ que prestam serviço em frente ao Hotel Bourbon. ‘‘Em alguma hora vamos fazer o flagrante’’, anuncia o diretor. A punição para quem for apanhado trabalhando irregularmente prevê multa de 80 Ufirs, acúmulo de quatro pontos na carteira de habilitação e apreensão do veículo.
‘‘Há o serviço do táxi convencional e o executivo, mas o chamado sempre fica com o carro clandestino’’, afirma Fernandes Neto. O sindicalista denuncia a existência de uma ‘‘caixinha’’ alimentada por gerentes e porteiros para estes motoristas. ‘‘Quem paga o prejuízo no final das contas é o cliente, que vai ter dinheiro tomado deste motorista para pagar o esquema’’, acrescenta. Sobre o serviço de vans na cidade, o presidente do sindicato conta que o setor até auxilia a categoria, suprindo uma lacuna que não pode ser preenchida pelos táxis, que é o serviço de passeio turístico. ‘‘O que nos preocupa mesmo são os carros descaracterizados que até têm placa vermelha, mas são particulares’’, diz Fernandez Neto.

mockup