Carro cai no Lago Igapó e mata três
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domingo, 02 de setembro de 2001
Célia Guerra<BR>De Londrina 
Três pessoas morreram afogados na madrugada de ontem, em Londrina, quando o carro em que estavam caiu no Lago Igapó 3, na Avenida Castelo Branco (próximo à Universidade Estadual de Londrina), na zona leste. O acidente aconteceu após o veículo Escort prata, placas de Londrina, se desgovernar e capotar. Uma quarta pessoa que estava no carro conseguiu escapar pelo pára-brisa que se quebrou no acidente.
O promotor de vendas e cantor Renato Rico Ramires, 30 anos (morador do Conjunto Cafezal 2), e os estudantes Silvana Peretti, 26 anos (moradora da área central), e Idelmar Dias, 30 anos (morador de um bairro próximo à UEL), morreram afogados antes da equipe de socorro do Siate chegar ao local. O ponto do lago onde o Escort caiu tem profundidade de quase dois metros. A única sobrevivente, a estudante Simone Adriana Lavedi, 30 anos, teve ferimentos leves.
Segundo informações da Polícia Militar, Renato, que conduzia o veículo, teria perdido o controle e batido no meio fio do outro lado da avenida, que se estreita na ponte sobre o lago, local do acidente. O carro só parou quando caiu no lago com as quatro rodas viradas para cima, ficando parcialmente submerso.
Simone disse que as vítimas tentaram, sem sucesso, abrir as portas do Escort. A água invadiu o veículo rapidamente provocando pânico nos ocupantes. Ela estava no banco traseiro do carro e percebeu o vidro quebrado, por onde conseguiu sair. A estudante afirma não entender porque os demais companheiros não saíram do veículo. Ela não sabia nem mesmo se eles estavam feridos. A causa da morte dos jovens, segundo o Instituto Médico Legal, foi afogamento.
O motorista, segundo testemunhas, vinha fazendo zigue-zagues com o veículo na pista. Ele teria sido advertido da brincadeira por outra amiga que também estava no carro e que foi deixada em casa minutos antes do acidente. Eles estavam levando a outra vítima, Idelmar Dias. O grupo, segundo Simone, teria passado a noite em um bar. Segundo testemunhas que estavam no bar, apesar de terem ingerido bebidas alcoólicas, os jovens não apresentavam sinais de embriaguez.
O pai do motorista, José Ramires, disse que o filho gostava de beber, mas sempre com moderação. Ele contou que Renato e Silvana tinham uma filha de quatro anos. Eles haviam reatado o namoro há pouco tempo e se preparavam para casar. Renato era vocalista de uma banda de axé music. Simone e as outras vítimas eram colegas em uma escola técnica onde faziam o curso de enfermagem.


