Carrinho especial dá mobilidade que dona Jupira tanto esperava
Carrinho especial dá mobilidade
que dona Jupira tanto esperava
Célia Baroni
Dorico da SilvaCheia de amoresJupira de Barros Oliveira e o carrinho importado: É uma jóiaJupira de Barros Oliveira, 83 anos, está cheia de amores pelo seu carrinho especial. Depois de vários anos limitada ao espaço de seu apartamento no centro de Londrina, devido a fortes dores provocadas por grave artrose nos joelhos, braços e coluna, doença que a impede de andar, em dezembro do ano passado ela pôde finalmente retomar seus passeios. Era um sacrifício para mim ficar sempre em casa, na solidão. Agora não paro mais em casa. Deu vontade, saio, vou fazer minhas compras ou simplesmente passear no Zerão, conta.
Natural de Olímpia (SP), Jupira mora em Londrina há 60 anos, e diz que sempre gostou de passear. Quando soube que tinha artrose, a única coisa que pedia a Deus era nunca precisar usar uma cadeira de rodas. Não conseguiria, diz. Encontrar o carrinho que dona Jupira queria não foi fácil. Ela conta que chegou a ir a São Paulo procurar, mas não achou nenhum do seu gosto. Acabou achando o tão desejado carrinho - ao preço de R$ 2,8 mil - em uma loja da Cidade.
Importado, o carrinho oferece toda a mobilidade que ela esperava, nas ruas e em estabelecimentos. Foi um presente do meu filho. É uma jóia, diz ela. Com o carrinho, Jupira faz passeios longos, entra em supermercados e lojas. Movido a bateria, o veículo tem autonomia para horas de caminhada e cestas que permitem carregar compras.
Mesmo armada com o seu supercarrinho, Jupira Oliveira diz que ainda não consegue ter acesso a muitos locais da Cidade. É uma pena que uma cidade tão boa como Londrina ainda não tenha a preocupação de construir rampas e outros mecanismos para facilitar o acesso de idosos, doentes e portadores de deficiência, lamenta. Ela comenta que só consegue frequentar sua igreja porque aproveita a rampa do estacionamento. Já pensou quantas pessoas estão presas dentro de suas casas porque a Cidade não oferece estrutura?
Ela conta que, aproveitando um encontro casual, na igreja, com o prefeito Antonio Belinati (PDT), pediu para a Prefeitura acabar com os obstáculos. Ele disse que iria resolver o problema, mas até agora nada. Estou esperando encontrá-lo novamente para cobrar e passar um pito nele, diz Jupira, brincando.





