Londrina - Para eliminar os danos provocados pelas sacolinhas plásticas, o poder público está tomando atitudes drásticas contra os supermercados. Os estabelecimentos que não apresentam alternativas estão sendo multados. As sacolas retornáveis e as biodegradáveis são as formas mais usadas para escapar das punições resultantes dos prejuízos ao meio ambiente.
A consciência ambiental que falta a alguns estabelecimentos foi a motivação do empresário Aldo Itaru Fujimoto, 43 anos, para inventar um carrinho de supermercado que dispensa as polêmicas sacolinhas. Após garantir a patente, o objetivo dele agora é conseguir parceria com empresas para fabricação em grande escala.
Batizada de Home Car (algo como Carrinho Doméstico), a invenção consiste numa estrutura de aço, com rodinhas e quatro cestas de mercado. Os recipientes são encaixados e facilmente removíveis, o que, segundo Fujimoto, facilita a vida do consumidor na hora de passar a compra pelo caixa. "Não precisar tirar todas as mercadorias para passar pelo leitor de código de barras e colocá-las de novo no carrinho. Assim, agilizaria o atendimento dos supermercados", ressalta.
Outra vantagem é a separação dos produtos por gênero e a praticidade para descarregar as compras em casa. A novidade chama a atenção quando o inventor vai ao supermercado. A separação das mercadorias é apontada pelo taxista Ronaldo Zangirolani, 57, como a principal vantagem. Ele sugeriu ainda que Fujimoto desenvolvesse uma versão ainda maior, com mais cestinhas e mais espaço para os mantimentos.
Defensora das sacolinhas plásticas, a dona de casa Guiomar dos Santos, 67, afirma que o método antigo facilita o transporte. Mas disse que usaria o sistema alternativo "sem problemas" se o uso das sacolas fosse proibido. E a limpeza é apontada pela bancária Wally Von Raupp Galindo, 33, como outro diferencial. Ela critica a sujeira dos carrinhos de alguns mercados e diz que o Home Car seria uma solução mais higiênica.
Sub-gerente de um supermercado na Zona Oeste de Londrina, Almir de Oliveira Paula comenta que a consciência ambiental está aumentando entre os consumidores. Uma prova é o crescimento na utilização de embalagens biodegradáveis e retornáveis. "(O carrinho) Seria bom também para o mercado", avalia.
Para fabricar dez exemplares, o investimento foi de R$ 110,00 por unidade. Fujimoto estima que seja possível baixar o preço pela metade.

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