Para percorrer o trajeto entre Cascavel e Paranaguá, uma carreta com cinco eixos e capacidade para 25 toneladas de carga vai pagar R$ 111,50 em oito postos de pedágio, se o motorista optar pelo trecho Relógio e Ponta Grossa, via BR-373. Se optar pela BR-277, via Irati, vai pagar R$ 106,50. Com essa tarifa, produtores da região Oeste calculam que o preço do transporte da soja entre Cascavel e Paranaguá será aumentado em R$ 0,30 por saca, afirma o deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), que recebeu cópias de documentos sobre o assunto.
Ele considera muito alto o valor cobrado pelo pedágio, levando-se em conta que as rodovias não serão duplicadas de imediato. O deputado calcula que as empresas concessionárias vão faturar R$ 8,5 bilhões no período que o governo calcula investimentos de R$ 3,3 bilhões. A Secretaria dos Transportes prevê que a rodovia BR-376, entre Ponta Grossa e Apucarana, começará a ser duplicada no segundo ano de implantação das obras de recuperação.
O superintendente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná, coronel Sérgio Malucelli, também não está satisfeito com a cobrança do pedágio antes das obras de duplicação. Malucelli calcula que o custo do frete será elevado entre 10% e 11% no trajeto entre Foz do Iguaçu e o Porto de Paranaguá. Segundo ele, antes da cobrança do pedágio o governo deveria deixar as estradas em condições excelentes de tráfego.
Malucelli adiantou que as transportadoras pretendem exigir a duplicação das rodovias. Segundo ele, elas aceitam pagar o pedágio, mas não concordam em pagar a tarifa só com obras de tapa-buracos e outras mais superficiais. ‘‘Será que nós é que teremos que pagar a duplicação?’’, questiona. (V.C.)

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