A carreta, placa LXE-6178, de Morro da Fumaça (SC), que transportava nitrocelulose e resina sintética, cargas altamente tóxicas e inflamáveis, bateu na traseira de um ônibus intermunicipal e tombou na BR-116 perto do trevo do Atuba, na entrada de Curitiba. O acidente aconteceu por volta das 6 horas de ontem. Para evitar possíveis explosões, a operação de transbordo da carga, que durou mais de seis horas, foi realizada pelo Corpo de Bombeiros, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ninguém ficou ferido.

Os produtos foram removidos com o auxílio de uma máquina empilhadeira para outra carreta, porque se entrassem em atrito com o chão poderiam explodir. Em seguida, foi colocado um guincho no acostamento da pista sentido São Paulo para onde o caminhão foi arrastado e, posteriormente, retirado. ''Estamos tomando o máximo de cuidado porque um passo em falso pode ser fatal'', alertou o policial Hugolino Trevisan, do Setor de Fiscalização de Produtos Perigosos da PRF.

O trânsito ficou lento até a tarde, mas não houve formação de filas porque o tráfego foi desviado para meia pista no sentido Curitiba. O tráfego, porém, ficou lento no local, por onde passam em média 2 mil veículos por hora.

O motorista do caminhão, Nilson Vicentin Baesso, de 52 anos, culpou a lombada eletrônica localizada a 100 metros do acidente pelo tombamento. ''Fiquei prestando a atenção naquela porcaria que não serve para nada para não ultrapassar o limite máximo permitido de 60 quilômetros'', justificou. Foi quando o ônibus parou, segundo ele, sem que percebesse. ''Até tentei tirar a carreta para a direita, mas bati na traseira dele e o caminhão virou'', contou.

Os produtos estavam sendo levados das empresas Crios Resinas Sintéticas e Nitroquímica, ambas de São Paulo para indústria ISA Química do Brasil em Criciúma (SC), onde seriam utilizados na fabricação de tintas. Desde o início do ano, a Defesa Civil Estadual registrou 29 acidentes com cargas tóxicas nas rodovias que cortam o Paraná.

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