Carreta cai no viaduto e interrompe BR 277
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de março de 1999
James Alberti 
Um acidente matou uma pessoa e provou cerca de 11 quilômetros de congestionamento na BR-277, a partir do quilômetro 42, no município de Morretes, às 21 horas de anteontem. O caminhão Scania, placas AFD 1747 de Ubiratan, saiu da pista, no trecho conhecido como Viaduto dos Padres, e caiu em um precipício de cerca de 70 metros. A rodovia ficou fechada por nove horas.
O corpo do motorista, Valmir Gomes Paulino, 30 anos, só foi resgatado seis horas depois do acidente. Paulino foi levado ao Hospital Evangélico gravemente ferido. O corpo da mulher, Denis Saran Paulino, 33 anos, que morreu no local, ficou mutilado sob as ferragens e parte da carga de soja. Apenas metade do corpo dela havia sido resgatado até o começo da noite de ontem.
Segundo Maria Luiza Caldas, assessora de comunicação da concessionária Ecovia, que administra a rodovia, 25 funcionários da empresa trabalharam o dia todo na tentativa de retirar o restante do corpo das ferragens, mas não tinham obtido êxito até às 19 horas de ontem. A outra metade foi encaminhada ao Insituto Médico Legal de Curitiba à tarde.
O acidente arrancou cerca de 60 metros do guarda-corpo (proteção lateral do viaduto). O congestionamento foi provocado porque parte da carga de soja ficou sobre o viaduto. A pista também teve de ser bloqueada para o trabalho das equipes de resgate. Segundo Maria Luiza, a princípio, a proteção não deve ser reposta até a retirada do caminhão, que não tem data prevista. Embora o abismo seja ainda maior, a assessora disse que não há a possibilidade do caminhão cair ainda mais. Três guinchos pesados estiveram ontem no local, mas o caminhão não foi retirado por causa da dificuldade de acesso.
Há duas possíveis causas do acidente. Uma, a falta de freio. Outra, excesso de velocidade. Segundo Lucio Fernandes, da Polícia Rodoviária Federal, o motorista se dirigia a Paranaguá. Paulino foi levado consciente ao Hospital Evangélico e tinha quadro de saúde crítico, embora estável, segundo a enfermeira Dalgisa Estigar.


