Desde os 18 anos o técnico de enfermagem Nivaldo de Souza faz uso de álcool. Hoje, aos 51 anos, ele tem muitas experiências ruins para relatar por causa da dependência, que, além de afetar sua vida pessoal, quase o fez perder o emprego. Em tratamento pela quarta vez, o funcionário público conta que está há quase cinco meses sem beber e que isso já representa uma economia de, pelo menos, R$ 2 mil mensais - valor que ele gastava com bebida.
''Minha carreira de 30 anos foi bastante prejudicada pelo uso de álcool. Eu faltava ao trabalho ou batia o cartão e saía para beber pelo menos um pouco, pois não conseguia trabalhar porque tinha tremedeira em função da abstinência e não tinha firmeza nas mãos'', conta ele, que chegou a ter depressão devido ao vício. Souza diz que algumas vezes praticamente não recebeu salário por causa dos dias descontados.
O técnico de enfermagem relata que no início deste ano seus coordenadores propuseram que voltasse a fazer tratamento, mas ele se negou. No entanto, em abril, decidiu retomar o acompanhamento médico e, com o apoio da sua chefia, ficou internado por 75 dias. ''Estou há quase cinco meses sem beber e continuo fazendo acompanhamento psicológico e psiquiátrico'', completa. Ele voltou ao trabalho, mas por enquanto está em período de readaptação e, por isso, ainda não está exercendo a sua função. ''Acredito que até o final do ano volto a ser pronto-socorrista'', comenta, otimista. (A.V.)

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